Quando morrer, ela gostaria de ser enterrada de bruços, porque muitas pessoas praticamente só a reconhecem pelo bumbum. A pioneira do rebolado que inspirou outros jingados como os da Carla Perez e das Sheilas do grupo É o Tchan, Rita Cadillac realizará mais um show em Brasília, hoje, a partir das 23h, no Parque da Cidade.
Aos 49 anos, a carioca ainda é bastante cotada para rebolar em festas e shows pelo País, principalmente após sua participação no filme Carandiru, quando encenou ela mesma.
Descoberta por Abelardo Barbosa, o Chacrinha, Rita guarda boas lembranças do patrão. “Nosso relacionamento era de pai para filha. Ou melhor, ele agia como pai de virgem, já que não deixava a gente se envolver com ninguém. Além disso, colocava um monte de defeitos nos namorados”, relembra Cadillac. Com média de 20 shows por mês, a ex-chacrete acredita que sua apresentação faz sucesso com o público brasiliense. “Adoro fazer shows em Brasília. É uma pena que o Lula não vai”, provoca.
A cantora, atualmente solteira, acha que deveria existir uma categoria especial no livro dos recordes, para a mulher que mais foi beijada no bumbum. “Com certeza tenho o tchan mais beijado do Brasil”, brinca.
Em relação à família, Rita não tem o que se queixar. Ao contrário. Todos a apóiam e reconhecem o seu trabalho, inclusive o filho Carlos, de 32 anos. E para inveja de muitas mulheres, Rita Cadillac conta que tudo no corpo dela é original. Quanto a planos futuros, a precursora do rebolado anuncia o lançamento do segundo volume do CD Rita canta Rita (com músicas de Rita Lee) e do livro biográfico Rita de Cássia Coutinho, com memórias da vida sem o Cadillac.