A juventude brasiliense tem mais uma opção musical no rádio. Adotando um perfil bem característico da faixa etária, a Rádio Mix (FM 88.3), inaugurada há pouco mais de 15 dias, vem disputanto espaço no dial e mostrando que tem tudo para agradar a seu público-alvo.
No mercado brasileiro desde 1979, a Rádio Mix foi inaugurada em São Paulo e atualmente conta com 13 afiliadas. Com objetivo de atingir a juventude, a rádio adota um estilo característico dos gêneros que toca: rock e pop. “A idéia do grupo Paulo Otávio de trazer a Mix foi justamente por achar que o público jovem, que gosta mais do rock e do pop, estava sem opção musical”, justifica o diretor da rádio, Toninho Pop.
Experiente na área, ele foi responsável por trazer a filial da Jovem Pan para a cidade: “Em 1996, achamos que seria uma boa opção para o público jovem da capital e realmente foi. A diferença é que a Pan tem um estilo mais pop-rock e já a Mix é o inverso: rock-pop”, define.
Ele acrescenta que é difícil prever o sucesso da rádio, mas aposta nele, claro. “Até agora, o retorno tem sido muito bom. Estamos aguardando a pesquisa de audiência para ver a opinião do público. Mas os jovens têm se mostrado presentes, ligando e participando da programação”, percebe Toninho Pop.
Além da programação musicals, a Rádio Mix FM conta as últimas notícias do Brasil e de Brasília: “O público jovem não é interessado em notícias do mundo, de um modo geral. Procuramos ser sucintos e abordar assuntos que façam parte da vida deles”, acredita o diretor.
Como o público-alvo é de 14 a 29 anos, os locutores procuram trabalhar com uma linguagem juvenil: “Até os nossos anunciantes são focados no público jovem. Tudo tem que estar interligado. É uma estratégia de marketing”, esclarece.
Outra aposta da rádio é nas promoções e nos pedidos de música por telefone. “Estamos trabalhando com promoções de CDs, convites e ingressos. Este mês, a rádio vai sortear para os ouvintes um ingresso para o show do U2 e outro para o show dos Rolling Stones”, avisa Toninho.
perfil musicalPor ser transmitida via satélite, a programação musical é fechada. Em função disso, os ouvintes só podem pedir as músicas existentes na grade da rádio. “Não é uma rádio eclética. Não vamos tocar, por exemplo, música baiana, mesmo sabendo que grande parte dos jovens da cidade gostam do gênero. A Mix opta por um determinado perfil, e é fiel a ele”, explica.
“É uma rádio para a galera radical, que gosta de andar de skate e ouvir Charlie Brown Junior. Não é para patricinhas”, exemplifica ele, citando que são bandas como O Rappa, Barão Vermelho, CPM 22 e Detonautas que caracterizam o gosto do ouvinte da Mix. “Não poderíamos esquecer também das internacionais, como U2, Coldplay, Avril Lavigne, Mariah Carey e Red Hot Chili Peppers”.
Com apenas seis horas de programação local, o quadro de maior audiência até agora, é o Baú da Mix, que toca os sucessos mais antigos do rock e pop: “São músicas antigas de grandes nomes do rock e pop. São letras que fizeram sucesso quando essa garotada era novinha”, define.