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Raça negra é mais vulnerável

Arquivo Geral

04/05/2004 0h00

Os principais fatores de risco para desenvolver o glaucoma são a hereditariedade, pressão arterial alta, diabete e disfunção da tireóide. Indivíduos da raça negra são mais propensos a desenvolver a doença.

O Dr. Paulo Comegno, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), diz que não existe uma maneira de se prevenir o glaucoma. “Não há como evitar. Eu recomendo às pessoas com mais de 40 anos a fazerem a tonometria uma vez por ano. Quem tem casos de glaucoma na família deve começar a consultar o oftalmologista mais cedo”, alerta Comegno.

Em junho do ano passado, a comerciária Maria Emília Sousa Lacerda, 41 anos, descobriu que tinha glaucoma. “Eu nem sabia o que era isso”, diz Emília. A doença foi descoberta graças à insistência do seu chefe, que pedia para ela tirar a carteira de habilitação. Ao fazer o exame de vista do Detran, o oftalmologista constatou que Emília estava com glaucoma em estágio avançado. Setenta por cento da visão do seu olho direito estava comprometida.

precoce”Não acreditei que tinha isso (o glaucoma) e procurei por outros dois médicos, que disseram a mesma coisa”, afirmou Emília, que teve de fazer uma cirurgia para reduzir a pressão intra-ocular.

O caso dela é um exemplo do que acontece com várias pessoas que têm a doença, mas não sabem. A falta de informação prejudica o diagnóstico precoce. Os especialistas recomendam que quem tem glaucoma deve avisar toda a família. Apesar de não ter cura, o mal pode ser controlado com o uso de colírios e, dependendo do caso, com cirurgia.

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    04/05/2004 0h00

    Os principais fatores de risco para desenvolver o glaucoma são a hereditariedade, pressão arterial alta, diabete e disfunção da tireóide. Indivíduos da raça negra são mais propensos a desenvolver a doença.

    O Dr. Paulo Comegno, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), diz que não existe uma maneira de se prevenir o glaucoma. “Não há como evitar. Eu recomendo às pessoas com mais de 40 anos a fazerem a tonometria uma vez por ano. Quem tem casos de glaucoma na família deve começar a consultar o oftalmologista mais cedo”, alerta Comegno.

    Em junho do ano passado, a comerciária Maria Emília Sousa Lacerda, 41 anos, descobriu que tinha glaucoma. “Eu nem sabia o que era isso”, diz Emília. A doença foi descoberta graças à insistência do seu chefe, que pedia para ela tirar a carteira de habilitação. Ao fazer o exame de vista do Detran, o oftalmologista constatou que Emília estava com glaucoma em estágio avançado. Setenta por cento da visão do seu olho direito estava comprometida.

    precoce”Não acreditei que tinha isso (o glaucoma) e procurei por outros dois médicos, que disseram a mesma coisa”, afirmou Emília, que teve de fazer uma cirurgia para reduzir a pressão intra-ocular.

    O caso dela é um exemplo do que acontece com várias pessoas que têm a doença, mas não sabem. A falta de informação prejudica o diagnóstico precoce. Os especialistas recomendam que quem tem glaucoma deve avisar toda a família. Apesar de não ter cura, o mal pode ser controlado com o uso de colírios e, dependendo do caso, com cirurgia.

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