O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou os 18 projetos cinematográficos que receberão patrocínio do banco neste ano, totalizado em R$ 10 milhões. A lista inclui nomes conhecidos como o dos cineastas Hector Babenco, Tata Amaral, Sandra Kogut, Carla Camurati e Jorge Furtado. S seleção inclui ainda a estréia do ator Matheus Nachtergaele. Segundo a Ancine (Agência Nacional do Cinema), 60 filmes brasileiros vão entrar em cartaz este ano. Em 2005, 51 filmes nacionais estrearam no circuito comercial.
Nachtergaele trabalha no filme A Festa da Menina Morta, que não tem previsão de estréia. Ele será filmado este ano, na beira do Rio Negro, no Alto Amazonas. A tragédia familiar que dá origem ao nascimento de uma seita vai contar com R$ 700 mil de recursos do BNDES. O orçamento total é superior a R$ 2 bilhões. “Hoje em dia estamos chegando perto da metade do orçamento, o que significa que a gente consegue colocar o filme na lata. No Brasil, conseguir a metade do orçamento é um grande gol”, comenta o ator.
Os demais contemplados pelo edital do BNDES foram: Andar às Vozes (SP), de Eliane Café; Antônia (SP), de Tata Amaral; Bope – Tropa de Elite (RJ), de José Padilha; Budapeste (SP), de Walter Padilha; Cidade dos Homens (RJ), de Paulo Morelli; Jardim das Folhas Sagradas (BA), de Paulo Roberto Vieira Filho; Meu Pé de Laranja Lima (RJ), de Marcos Bernstein; Miguilim (RJ), de Sandra Kogut; O Mistério de Irma Vap (RJ), de Carla Camurati; O Passado (SP), de Hector Babenco, Saneamento Básico – O Filme (RS), de Jorge Furtado; Tainá 3 – Na Selva da Cidade (RJ), de Michael Ruman; União Fraterna (SP), de Laís Bodanzky; Garoto Cósmico (SP), de Ale Cesário de Abreu; Brichos (PR), de Paulo Roberto Munhos; Grande Otelo – Eta Garoto Bamba (SP), de Evaldo Mocarzel; e Pixote – 20 Anos Depois (SP), de Felipe Gimarães Briso.
aplicaçãoO BNDES ainda tem R$ 3 milhões para investir em cinema, mas ainda não sabe exatamente aonde. O dinheiro, parte dos R$ 22 milhões que o banco separou para o patrocínio da atividade cinematográfica, foi reservado à aplicação em Funcines (Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional). Falta decidir a qual fundo o valor será destinado.
Atualmente, existem dois Funcines no País -um do Banco do Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e outro da Rio Bravo, lançado em 30 de dezembro passado, no qual o BNDES responde pelo maior investimento inicial. O banco aplicou R$ 7 milhões no RB Cinema, que conta também com R$ 5 milhões da Aracruz Celulose e R$ 500 mil da Rio Bravo.
Fernando Buarque, co-gestor do RB Cinema, afirma que estão sendo analisados pela comissão de investimentos cinco projetos, pré-selecionados entre 60 propostas avaliadas.
Segundo Buarque, os projetos em estudo contemplam os três setores da atividade cinematográfica – produção, distribuição e exibição. O resultado deverá ser definido em 45 dias.