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"Uma cidade é boa quando tem bons bares"

Arquivo Geral

18/11/2004 0h00

Quando o assunto é porre, bares e bebidas, Jaguar se sente em casa. Seus conceitos na área são tão claros como a mais cristalina das cachaças. É, com ciência, que ele elogia, aliás, Brasília: “Você vê que uma cidade é boa quando tem bons bares”, brinca.

Desafiado a indicar alguns bons lugares para o bebedor passar horas agradáveis, resolveu não se arriscar. “Tenho vindo pouco a Brasília. Mas guardo lembrança do Zeppelin, bar que eu tomei um porre antes de ter uma conversa séria com um censor, na primeira vez que estive por aqui”.

No Rio de Janeiro, sua terra natal, tem alguns bares que ele considera ideal e que ele sugere uma visitinha a quem for à Cidade Maravilhosa: “O Bar Luiz, o mais antigo do Brasil (tem 120 anos) e o Bar Brasil têm sempre um chope bem gelado. Os dois ficam na Lapa. Na Zona Sul, sugiro o Bracarense e o Clipper. Estes dois são bons também porque ficam perto de minha casa, no Leblon”.

Foi falando nessa proximidade dos bares de sua casa que ele lembrou seu grande sonho de consumo, hoje: “Um carrinho elétrico, desses de paraplégico. Já imaginou a mobilidade que vou ter para ir de uma bar a outro. Vai ser uma maravilha”, brinca, antes de dar uma gargalhada.

Contudo, apesar da fama do Rio, o cartunista sustenta que o melhor bar que freqüenta atualmente fica em São Paulo: “É o Bar Léo, na Rua dos Andrades. O chope e os petiscos são maravilhosos e o garçom já me conhece. Esse é um dos segredos de um bom bar: o dono tem que ser legal e o garçom tem que te reconhecer e saber aquilo que você gosta”.

E o segredo de um bom chope? “Ah, aí a bebida não pode vir com menos de três dedos de colarinho. É o colarinho que protege o chope das impurezas do ar”, ensina o mestre, que é membro titular da Academia Brasileira da Cachaça – ABC e da Sociedade Brasileira do Uísque, entre outras agremiações do tipo.

O cartunista fala sem pudor do tema e que ninguém venha para o seu lado com um discurso do politicamente correto: “Eu até tive um problema com o jornalista Zuenir Ventura, que eu adoro. O problema é que ele é politicamente correto demais e quando ele veio reclamar sobre bebida, eu disse: “Zuenir, deixa os bêbados em paz”. E é ainda na base da brincadeira que ele finaliza, argumentando divertido: “Você acha que a gente consegue viver neste País sem estar de porre”. Isto tudo é Jaguar: 72 anos de bom humor.

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    Desafiado a indicar alguns bons lugares para o bebedor passar horas agradáveis, resolveu não se arriscar. “Tenho vindo pouco a Brasília. Mas guardo lembrança do Zeppelin, bar que eu tomei um porre antes de ter uma conversa séria com um censor, na primeira vez que estive por aqui”.

    No Rio de Janeiro, sua terra natal, tem alguns bares que ele considera ideal e que ele sugere uma visitinha a quem for à Cidade Maravilhosa: “O Bar Luiz, o mais antigo do Brasil (tem 120 anos) e o Bar Brasil têm sempre um chope bem gelado. Os dois ficam na Lapa. Na Zona Sul, sugiro o Bracarense e o Clipper. Estes dois são bons também porque ficam perto de minha casa, no Leblon”.

    Foi falando nessa proximidade dos bares de sua casa que ele lembrou seu grande sonho de consumo, hoje: “Um carrinho elétrico, desses de paraplégico. Já imaginou a mobilidade que vou ter para ir de uma bar a outro. Vai ser uma maravilha”, brinca, antes de dar uma gargalhada.

    Contudo, apesar da fama do Rio, o cartunista sustenta que o melhor bar que freqüenta atualmente fica em São Paulo: “É o Bar Léo, na Rua dos Andrades. O chope e os petiscos são maravilhosos e o garçom já me conhece. Esse é um dos segredos de um bom bar: o dono tem que ser legal e o garçom tem que te reconhecer e saber aquilo que você gosta”.

    E o segredo de um bom chope? “Ah, aí a bebida não pode vir com menos de três dedos de colarinho. É o colarinho que protege o chope das impurezas do ar”, ensina o mestre, que é membro titular da Academia Brasileira da Cachaça – ABC e da Sociedade Brasileira do Uísque, entre outras agremiações do tipo.

    O cartunista fala sem pudor do tema e que ninguém venha para o seu lado com um discurso do politicamente correto: “Eu até tive um problema com o jornalista Zuenir Ventura, que eu adoro. O problema é que ele é politicamente correto demais e quando ele veio reclamar sobre bebida, eu disse: “Zuenir, deixa os bêbados em paz”. E é ainda na base da brincadeira que ele finaliza, argumentando divertido: “Você acha que a gente consegue viver neste País sem estar de porre”. Isto tudo é Jaguar: 72 anos de bom humor.

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