Os resultados da primeira campanha nacional de alerta e conscientização da população sobre a gravidade da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) – intitulada Respire e Viva – detectou que 18% dos participantes são portadores da doença, num total de 5.940 pessoas.
A campanha percorreu oito cidades e teve 32.148 participantes no total, dos quais 11.050 foram dispensados da espirometria (exame que mede a função pulmonar), por não apresentarem nenhum sintoma da doença.
No total foram realizadas 20.787 espirometrias, 14.847 dessas pessoas foram liberadas, uma vez que a espirometria foi normal. Para os parceiros do evento, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os laboratórios farmacêuticos Boehringer Ingelheim e Pfizer, a campanha alcançou seu objetivo de alertar a população para uma doença que mata mais de três pessoas por hora.
“Muitas destas pessoas nem sequer sabiam da existência da doença e foram orientadas a buscar apoio médico”, comenta Carlos Alberto Pereira, presidente da SBPT.
Entre as cidades visitadas pela campanha, Santos detectou um alto índice de pacientes com DPOC. Durante o evento, 25% das pessoas que visitaram o local foram diagnosticadas com a doença. A DPOC tem vários estágios e os pacientes foram classificados dentro deles, da seguinte maneira: 3.861 – leve, 1.447 – moderada e 475 – grave.
Para detectar a doença, as pessoas são submetidas a um questionário técnico do GOLD (veja as perguntas feitas no teste no quadro acima). Aquelas pessoas examinadas que responderem positivamente a três ou mais perguntas serão encaminhados para a espirometria. A espirometria nada mais é que um exame que mede a função pulmonar.
O laudo é emitido imediatamente e analisado por um pneumologista, que orientará o paciente de acordo com o diagnóstico obtido. Vale ressaltar que os reflexos da DPOC no Brasil e no mundo são muito grandes e significativos, uma vez que, somente no Brasil, a doença atinge 5,5 milhões de pacientes.
SUS Em 2001, o SUS gastou R$ 100 milhões com internações de pacientes portadores de DPOC. Com esta verba, poderiam ser construídos mil postos de saúde. A epidemia é global e preocupante, porque a DPOC exibe números crescentes, ao contrário de outras enfermidades crônicas. Hoje, existem cerca de 1,1 bilhão de fumantes, dos quais 80% vivem em países em desenvolvimento. No Brasil, são 32 milhões de tabagistas e 200 mil mortes por ano associadas ao fumo.