As mulheres com câncer de pulmão sobrevivem um pouco mais que os homens com a doença, respondem diferentemente a pelo menos um remédio e mostram níveis mais altos de dano genético induzido pelo cigarro em seus pulmões, segundo pesquisadores norte-americanos. Algumas diferenças podem ser derivadas dos efeitos do estrogênio, em quantidade normal no corpo ou tomado como remédio. Os cientistas acreditam que mais mulheres devem ser incluídas em estudos sobre o câncer de pulmão para descobrir se métodos particulares de tratamento, prevenção e detecção são mais adequados a elas. Os pesquisadores também disseram que o esclarecimento das diferenças entre homens e mulheres pode gerar informações que ajudem os dois sexos no combate à doença. “Isso pode nos ajudar a descobrir alguns segredos sobre o câncer de pulmão”, disse o Dr. Peter B. Bach, especialista em pulmão e epidemiologista do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, autor do relatório. Os outros autores são Mark G. Kris, também do Sloan-Kettering, e Jyoti D. Patel, da Universidade Northwestern. O artigo de Bach e seus colegas foi publicado na revista da Associação Médica Norte-Americana. O câncer de pulmão mata mais mulheres nos Estados Unidos do que qualquer outro tipo de câncer.