A mente do multifacetado Antonio Nóbrega é inquieta. O músico está em Brasília para divulgar seu primeiro DVD, porém, ao mesmo tempo, planeja um longa-metragem de seu personagem Tonheta, um álbum duplo de frevos, um disco de chorinho, estréia espetáculo cômico e grava programa sobre dança regional. “Sem falsa modéstia digo que minha seara é de todas essas artes”, arremata. Na próxima semana, ele incorpora Tonheta e apresenta o espetáculo Figural no projeto Vivo Rindo, no Teatro Nacional. Nos cinemas, Nóbrega se utiliza novamente de Tonheta para produzir um filme estrelado por ele, com direção do cineasta e fotógrafo Walter Carvalho (o mesmo que gravou seu DVD). Para este ano, o Antonio Nóbrega violinista quer registrar clássicos do frevo e choro instrumentais em CD. Seus planos mais adiantados são mesmo a excursão nacional de Lunário Perpétuo e Figural e a gravação de um especial sobre dança para a TV Futura. “São seis programas chamados Danças Brasileiras, no qual focalizamos a dança do povo brasileiro. Aprendo os passos de cada região e, a partir do aprendizado, construo uma justaposição dessa diversidade de passos”, detalha. Nóbrega aproveitou para elogiar a iniciativa da ginasta Daiane dos Santos, pela escolha de Brasileirinho para sua apresentação. “Os nossos caminhos deviam ser por aí. Dominar uma técnica universal e incorporar o sotaque brasileiro”.