A professora Jane Dullius avalia o projeto como uma boa oportunidade para a troca de experiências e a melhora da condição de vida dos diabéticos. “Uma forma de aprender sobre si e ver que a doença é um problema como outro qualquer, que todo mundo pode ter”, afirma.
A satisfação não é somente de Jane e dos diabéticos. Os estudantes que participam vêem o projeto como um aprendizado acadêmico e também de vida. “Desde o semestre passado, participo e é uma troca de informações”, diz Maíra de Souza Guerra, 19 anos, estudante de educação física.
Para Cláudia Bezerra, 21, estudante de nutrição, participar do programa é um estágio, onde ela aprende a calcular calorias e verificar a alimentação. “Coloco em prática as teorias da sala de aula. É como se fosse uma atuação clínica e ainda tenho a alegria de ver a satisfação das pessoas”, conta.
Segundo Jane, que é formada em educação física, técnica em alimentos, mestre em educação e doutora em ciências da saúde na área de diabéticos, além dos exercícios é importante fazer o teste de glicemia pelo menos três vezes por dia. “É necessário se cuidar e controlar a taxa de glicose”, explica.
O objetivo da professora Jane é treinar os hiperglicêmicos para realizar, no final do ano, as Olimpíadas Glicosiladas, somente para atletas diabéticos e com modalidades apropriadas para cada faixa etária. “É uma motivação. Fazer atividade física mal orientada tem risco, mas não praticar também tem. É preciso ser orientado e é isso que a gente quer fazer”, diz.
De acordo com Jane, o lema do Proafidi é: “A vida não precisa ser amarga só porque você é doce”. Dessa maneira, a professora cria entre os participantes muitos motivos para continuar vivendo. “A atividade física é uma maneira de manter o corpo e a cabeça saudáveis. O mais importante é o sorriso. Tem gente que chega triste e abatido e sai daqui animado”, afirma Jane Dullius.