O príncipe Harry da Inglaterra dirigirá uma equipe de seu regimento que realizará tarefas a favor das vítimas da aids na África. Os militares construirão clínicas durante sua próxima missão em Lesoto, conforme informou hoje o jornal britânico Evening Standard.
O periódico afirma que o neto da rainha Elizabeth II e terceiro na linha de sucessão para o trono britânico estaria encantado pela possibilidade de combinar sua paixão por ajudar vítimas da aids, herdada de sua mãe, a princesa Diana, com o serviço militar.
A decisão de utilizar dinheiro público para ajudar à ONG Sentebale, fundada pelo príncipe, fez com que alguns questionassem se o príncipe recebeu algum tipo de tratamento especial. “Essa ONG é uma boa causa. Não há dúvida de que todos os soldados do Exército recebem tratamento igual, portanto é uma grande sorte que essa missão concretamente tenha ido para o príncipe Harry”, ironizou o deputado liberal-democrata Norman Baker.
Segundo o periódico britânico, também pode gerar críticas o fato de que Harry tenha chegado a um acordo com a fabricante de automóveis Land Rover, que fornecerá veículos para o desdobramento da missão.
O príncipe Harry estava de férias desde que terminou sua missão secreta de doze semanas na frente afegã contra os talibãs. Uma fonte próxima ao príncipe revelou ao Evening Standard que “Harry está querendo abandonar a Grã-Bretanha e voltar com os meninos (de seu regimento)”.
A ONG criada pelo príncipe já foi alvo de uma inspeção, que descobriu que a organização havia destinado às crianças apenas 84 mil libras de 1,5 milhão de libras arrecadadas.