O príncipe Albert de Mônaco admitiu ter um segundo filho ilegítimo, disse seu advogado em entrevista publicada em um jornal na quinta-feira. Ele seria pai de uma adolescente americana.
A estudante Jazmin Grace Rotolo, 14 anos, não terá direito de sucessão ao trono de Mônaco porque a Constituição do pequeno principado mediterrâneo só admite a sucessão de filhos nascidos de um casamento católico.
"O príncipe reconhece oficialmente a paternidade que foi legalmente determinada algumas semanas atrás", disse ao jornal Le Figaro o advogado do príncipe, Thierry Lacoste. Em julho passado, pouco depois de suceder a seu pai, o príncipe Rainier, Albert admitiu ter um filho ilegítimo cuja mãe é uma comissária de bordo togolesa.
Lacoste disse que Albert, 48 anos, pretendia proteger a privacidade de Jazmin Grace até ela chegar à idade adulta. "Mas nas últimas semanas os paparazzi vêm rondando e a situação estava se tornando insuportável para ela", disse ele sem fornecer maiores detalhes sobre a mãe da filha de Albert.
Rainier morreu em abril do ano passado, aos 81 anos, de problemas pulmonares, cardíacos e renais, depois de governar Mônaco por meio século. O casamento de Rainier com Grace Kelly, em 1956, levou glamour a Mônaco, mas a dinastia Grimaldi, que está no poder no principado há mais de sete séculos, conhece a tragédia e a má publicidade de perto.
As irmãs de Albert, Caroline e Stephanie, costumam aparecer nas manchetes sobretudo por seus problemas conjugais, e o próprio Albert já foi retratado em vários momentos como playboy. A princesa Grace morreu num desastre automobilístico em 1982.