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Primeiro curta chega premiado

Arquivo Geral

24/11/2004 0h00

A mostra competitiva de curtas em 35 mm começa hoje com a exibição de um filme já premiado e de uma animação: Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho; e Desventuras de Um Dia Ou a Vida Não É Um Comercial de Margarina, de Adriana Meirelles, respectivamente.

Vinil Verde é uma produção de Pernambuco que estreou no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, em agosto. Lá, recebeu como melhor filme o Prêmio do Público, o Prêmio da Associação Brasileira de Documentaristas (apesar de não ser um documentário) e o do Cachaça Cinema Clube.

O filme é baseado na fábula infantil russa Luvas Verdes, com o qual o diretor teve contato por meio de uma amiga ucraniana. “Ela assistiu ao meu outro curta, Menina do Algodão, baseado em uma lenda urbana de Recife, que fala sobre uma menina morta que assombra as crianças nos banheiros de escolas. Aí, um dia, estávamos conversando sobre essas histórias e ela me contou a de sua cidade. Fiquei encantado e decidi usá-la como tema de um outro curta”, conta Kleber Mendonça Filho.

A história se passa no bairro de Casa Amarela, no Recife. A mãe dá para a filha uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos, com músicas infantis. Após dar o presente, ela recomenda que a filha ouça todos os discos, menos o de vinil verde. A filha desobedece.

Durante o processo para a seleção do elenco, Kleber queria duas pessoas muito próximas para os papéis das protagonistas. Coincidentemente, as atrizes são mãe e filha na vida real. Verônica Maia e Gabriela Souza, respectivamente, nunca tinham atuado antes. “Elas são primas de uma amiga minha. Ficou ótimo porque o filme consegue passar facilmente a enorme proximidade existente entre as duas”, afirma o diretor.

As gravações foram de março de 2003 a outubro do mesmo ano em um apartamento de classe-média e o diretor contou com o apoio da Obteve apoio da Tabira Filmes, a maior rede do Nordeste de lojas especializadas em fotografia. Eles cederam 18 rolos de filme Fuji 35mm, revelação e escaneamento de negativo.

Em abril de 2004, o filme entrou no Funcultura, programa de incentivo do governo de Pernambuco para processo de transfer 35mm, mixagem Dolby e pagamento dos envolvidos na produção. O orçamento final foi de R$ 35 mil.

“O Cine Brasília tem algo especial. Já participei do festival trabalhando como jornalista e estou muito ansioso para a participação de Vinil Verde”, diz Kleber.

Segundo concorrente O outro curta da noite de hoje Desventuras de Um Dia ou A Vida Não É Um Comercial de Margarina. Não se espantem com o nome. É assim mesmo, dois títulos em um. “Criar um titulo é um desafio. Contei com a ajuda da Marina Weis (diretora e montadora de cinema) nessa hora. Queria algo que sintetizasse bem o enredo, os pequenos tropeços diários e o fato de que na rotina não dá para ficar se iludindo”, conta Adriana Meirelles, diretora.

A animação mostra o dia-a-dia de Luíza, uma mulher que vive em São Paulo e passa um dia estressante, com direito a trânsito para chegar no trabalho, tédio no meio do dia, pressão para entregar mais trabalho do que ela consegue executar, colegas de trabalho boçais, patrão que pega no pé, entre outros.

Além dela, o curta tem outros personagens. A secretária Rosa, que passa o dia tagarelando no telefone ou pintando as unhas; os colegas de trabalho, com mais ênfase em Roberto sempre dispostos a exibir seus multiconhecimentos; o patrão, um misto de Bush com Super-Homem e, para aliviar, o namorado carinhoso de Luíza.

“O curta traz uma perspectiva feminina. Seu lado sensível, sua vulnerabilidade, fraquezas e romantismo. Além

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    24/11/2004 0h00

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    Vinil Verde é uma produção de Pernambuco que estreou no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, em agosto. Lá, recebeu como melhor filme o Prêmio do Público, o Prêmio da Associação Brasileira de Documentaristas (apesar de não ser um documentário) e o do Cachaça Cinema Clube.

    O filme é baseado na fábula infantil russa Luvas Verdes, com o qual o diretor teve contato por meio de uma amiga ucraniana. “Ela assistiu ao meu outro curta, Menina do Algodão, baseado em uma lenda urbana de Recife, que fala sobre uma menina morta que assombra as crianças nos banheiros de escolas. Aí, um dia, estávamos conversando sobre essas histórias e ela me contou a de sua cidade. Fiquei encantado e decidi usá-la como tema de um outro curta”, conta Kleber Mendonça Filho.

    A história se passa no bairro de Casa Amarela, no Recife. A mãe dá para a filha uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos, com músicas infantis. Após dar o presente, ela recomenda que a filha ouça todos os discos, menos o de vinil verde. A filha desobedece.

    Durante o processo para a seleção do elenco, Kleber queria duas pessoas muito próximas para os papéis das protagonistas. Coincidentemente, as atrizes são mãe e filha na vida real. Verônica Maia e Gabriela Souza, respectivamente, nunca tinham atuado antes. “Elas são primas de uma amiga minha. Ficou ótimo porque o filme consegue passar facilmente a enorme proximidade existente entre as duas”, afirma o diretor.

    As gravações foram de março de 2003 a outubro do mesmo ano em um apartamento de classe-média e o diretor contou com o apoio da Obteve apoio da Tabira Filmes, a maior rede do Nordeste de lojas especializadas em fotografia. Eles cederam 18 rolos de filme Fuji 35mm, revelação e escaneamento de negativo.

    Em abril de 2004, o filme entrou no Funcultura, programa de incentivo do governo de Pernambuco para processo de transfer 35mm, mixagem Dolby e pagamento dos envolvidos na produção. O orçamento final foi de R$ 35 mil.

    “O Cine Brasília tem algo especial. Já participei do festival trabalhando como jornalista e estou muito ansioso para a participação de Vinil Verde”, diz Kleber.

    Segundo concorrente O outro curta da noite de hoje Desventuras de Um Dia ou A Vida Não É Um Comercial de Margarina. Não se espantem com o nome. É assim mesmo, dois títulos em um. “Criar um titulo é um desafio. Contei com a ajuda da Marina Weis (diretora e montadora de cinema) nessa hora. Queria algo que sintetizasse bem o enredo, os pequenos tropeços diários e o fato de que na rotina não dá para ficar se iludindo”, conta Adriana Meirelles, diretora.

    A animação mostra o dia-a-dia de Luíza, uma mulher que vive em São Paulo e passa um dia estressante, com direito a trânsito para chegar no trabalho, tédio no meio do dia, pressão para entregar mais trabalho do que ela consegue executar, colegas de trabalho boçais, patrão que pega no pé, entre outros.

    Além dela, o curta tem outros personagens. A secretária Rosa, que passa o dia tagarelando no telefone ou pintando as unhas; os colegas de trabalho, com mais ênfase em Roberto sempre dispostos a exibir seus multiconhecimentos; o patrão, um misto de Bush com Super-Homem e, para aliviar, o namorado carinhoso de Luíza.

    “O curta traz uma perspectiva feminina. Seu lado sensível, sua vulnerabilidade, fraquezas e romantismo. Além

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