Rosa Passos abre seu baú afetivo de canções no show que apresenta, na noite de hoje, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Diva da MPB, nascida em Salvador, mas adotada por Brasília há mais de 30 anos, Rosa antecipou ao Jornal de Brasília as novidades do show e conta um pouco sobre sua carreira internacional: “Faço uma média de 66 shows por ano, isso somente fora do Brasil”.
A apresentação desta noite, que lança por aqui o CD Amorosa (Sony Classical), interrompe um jejum de seis anos em palcos brasilienses. Nesse período, a cantora lançou seis álbuns inéditos. A turnê de nenhum deles passou pela cidade. “Faço um apanhado dos trabalhos que fiz nesse período e, até hoje, não pude vir a Brasília para apresentá-los”, diz Rosa. O motivo, define a cantora, foi apenas uma coincidência. “Foi uma questão de falta de tempo, ou de convite. Talvez por causa da minha agenda muito apertada”, destaca.
O repertório que Rosa traz a Brasília reúne as homenagens prestadas a Tom Jobim (Você Vai Ver e Só Danço Samba), Dorival Caymmi (Vestido de Bolero), João Gilberto – a quem presta tributo no disco Amorosa, – e Djavan (de quem Rosa canta cinco canções). “Haverá alguma coisa de Amorosa, mas concentro meu repertório principalmente no Azul (2002)”.
Segundo Rosa, o público pode esperar para conferir uma performance com bastante balanço. “Me chamam de João Gilberto de saia. Às vezes, porque pensam que faço show sentada com um violão tocando din din din ou din din don. Eu sou bossa-nova, mas também toco samba e pop. Gosto de banda”, declara. Assim, Rosa escalou um time de instrumentistas formado por Celso de Almeida (bateria), Paulo Paulelli (contra-baixo), Carlos Roberto (piano), Vitor Carlos (saxofone) e Daniel Salles (trompete).
A passagem pela capital será rápida e Rosa não deve voltar a Brasília antes de junho do próximo ano. “Estarei numa turnê pela Ásia e, depois, retomo os shows de Amorosa no Brasil”, detalha. No frenesi de apresentações, pouco tempo resta para a Rosa Passos compositora. “Estou muito sem tempo para compor, mas ainda tenho um acervo muito grande de músicas inéditas guardadas no meu baú”, revela.