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Prevenção, a melhor arma

Arquivo Geral

06/12/2004 0h00

Acompanhar o envelhecimento do olho trocando a lente assim que necessário ou fazendo uma cirurgia, contudo, não é o centro do problema alardeado pela OMS. O foco da pesquisa é indicar medidas preventivas para toda a população. Apesar de a maioria das doenças que afetam a visão poder ser tratada ou controlada, como catarata, glaucoma e degeneração macular, elas ainda cegam os brasileiros por falta de diagnóstico precoce (leia quadro acima).

“Costumo dizer que todas as pessoas irão, pelo menos uma vez na vida, ao oftalmologista”, brinca Fairbanks, do Hospital São Luiz. O chefe do departamento de Distúrbios Visuais Funcionais da Unifesp, Ricardo Uras, explica o motivo: “Praticamente todos os indivíduos terão catarata, principalmente com o aumento da longevidade, além dos 70 anos”.

Entretanto as visitas freqüentes ao oftalmologista, uma vez por ano, devem ser feitas mais cedo do que isso: a partir dos 40. É nessa idade que o glaucoma pode surgir. “É uma doença sorrateira porque não dá sinais nem sintomas. Pelo aumento lento e discreto da pressão intra-ocular, vai roubando a visão periférica. Quando percebemos, já se foi a maior parte do campo visual”, explica Mauro Rabinovitch, do Hospital Albert Einstein e pesquisador do setor de Bioengenharia Ocular da Unifesp.

As consultas ao especialista, porém, devem começar na infância. É muito comum o rendimento da criança na escola cair quando ela não está enxergando bem. Os pais de Ana Luiza Scripilliti Ribeiro, 8, perceberam que ela apertava os olhinhos para assistir à televisão ou se sentava próxima demais do aparelho. “Primeiro, ela não queria ir. Já existia um receio de usar óculos. Hoje, um ano depois, ela se acostumou. Aliás, é incrível como o acessório se incorpora à personalidade das pessoas. Quando a vejo sem eles, eu estranho”, relata o pai, o gastroenterologista Marcelo Ribeiro Jr.

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    06/12/2004 0h00

    Acompanhar o envelhecimento do olho trocando a lente assim que necessário ou fazendo uma cirurgia, contudo, não é o centro do problema alardeado pela OMS. O foco da pesquisa é indicar medidas preventivas para toda a população. Apesar de a maioria das doenças que afetam a visão poder ser tratada ou controlada, como catarata, glaucoma e degeneração macular, elas ainda cegam os brasileiros por falta de diagnóstico precoce (leia quadro acima).

    “Costumo dizer que todas as pessoas irão, pelo menos uma vez na vida, ao oftalmologista”, brinca Fairbanks, do Hospital São Luiz. O chefe do departamento de Distúrbios Visuais Funcionais da Unifesp, Ricardo Uras, explica o motivo: “Praticamente todos os indivíduos terão catarata, principalmente com o aumento da longevidade, além dos 70 anos”.

    Entretanto as visitas freqüentes ao oftalmologista, uma vez por ano, devem ser feitas mais cedo do que isso: a partir dos 40. É nessa idade que o glaucoma pode surgir. “É uma doença sorrateira porque não dá sinais nem sintomas. Pelo aumento lento e discreto da pressão intra-ocular, vai roubando a visão periférica. Quando percebemos, já se foi a maior parte do campo visual”, explica Mauro Rabinovitch, do Hospital Albert Einstein e pesquisador do setor de Bioengenharia Ocular da Unifesp.

    As consultas ao especialista, porém, devem começar na infância. É muito comum o rendimento da criança na escola cair quando ela não está enxergando bem. Os pais de Ana Luiza Scripilliti Ribeiro, 8, perceberam que ela apertava os olhinhos para assistir à televisão ou se sentava próxima demais do aparelho. “Primeiro, ela não queria ir. Já existia um receio de usar óculos. Hoje, um ano depois, ela se acostumou. Aliás, é incrível como o acessório se incorpora à personalidade das pessoas. Quando a vejo sem eles, eu estranho”, relata o pai, o gastroenterologista Marcelo Ribeiro Jr.

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