O câncer de mama é uma doença que causa enorme preocupação, pela sua gravidade e pelo medo das suas conseqüências no corpo da mulher. De acordo com um estudo publicado na revista especializada The Lancet, o leite materno é o melhor alimento para o bebê nos primeiros seis meses de vida.
A Academia Americana de Pediatria recomenda o aleitamento materno nos dois primeiros anos de vida, mas como muitas mães não têm condições de conciliar o trabalho diário fora de casa com essa programação, os especialistas aconselham que pelo menos nos seis primeiros meses de vida do bebê seu alimento seja o leite materno.
Recentemente, surgiram fortes evidências de que mulheres que amamentam por períodos longos têm menor chance de desenvolver câncer de mama. Uma extensa revisão da literatura médica sobre o assunto, que avaliou mais de 140 mil mulheres, concluiu que, quanto maior o período que a mãe amamenta, mais protegida ela está contra o câncer de mama.
Os motivos podem ser vários: diminuição nos níveis de alguns hormônios durante o período da amamentação, como o estrógeno; alterações que ocorrem na constituição da própria mama neste período; drenagem ou saída de substâncias durante o aleitamento que poderiam ser prejudiciais à mama; uma maior demora no restabelecimento da ovulação, ou seja, dos ciclos menstruais normais.
Já que a amamentação é considerada o melhor alimento para o recém-nascido e ainda pode ter um efeito protetor contra o câncer de mama, as mulheres devem sentir-se encorajadas a amamentar.
Mas não devem esquecer de fazer o auto-exame de mama periodicamente, e visitar seu ginecologista regularmente.