O cantor, compositor e cineasta Sérgio Ricardo escolheu esse título para o seu novo show por estabelecer um “ponto de partida” para retomar seu caminho na música popular. Para quem não se lembra, foi ele que, no 2º Festival da Canção (1967), quebrou o violão e o lançou à platéia após ser vaiado. Agora com novo violão e uma carreira consagrada – com composições gravadas por Elis Regina, Leila Pinheiro, Nara Leão, Maysa, Tim Maia, Edu Lobo e Nelson Gonçalves – o cantor se apresenta, hoje, às 22h, no Feitiço Mineiro (306 Norte, 3272-3032). O couvert custa R$ 25. Mesmo longe da grande mídia, Sérgio vem compondo, gravando, escrevendo trilhas musicais e roteiros para cinema e teatro. Cineasta premiado, ele apresenta trabalhos na área de literatura e artes plásticas. Artista multimídia, Sérgio começou sua carreira aos 17 anos como locutor e programador musical na Rádio Cultura São Vicente no litoral paulista, em 1949. Sua carreira de compositor surgiu nas casas do Rio e de São Paulo no início dos anos 50. Sucessor de Tom Jobim na boate Posto Cinco, no Rio de Janeiro, integrou o início do movimento da bossa nova no final dos anos 50. Sérgio também é conhecido como autor das trilhas sonoras de Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe, filmes de Glauber Rocha.