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Poluição causa mutações genéticas

Arquivo Geral

18/05/2004 0h00

A poluição do ar pode causar mutações genéticas transmissíveis de pais para filhos, anunciaram cientistas canadenses, que atribuem o problema às partículas sólidas das emissões poluentes. No entanto, ainda não está claro se as mutações são provocadas pelas partículas sólidas em si mesmas (conhecidas como fuligem) ou por substâncias químicas tóxicas que se unem a elas. Na nova edição da revista Science, os pesquisadores da Universidade McMaster, de Toronto, no Canadá, dizem que colocaram dois grupos de jaulas com ratos perto da saída de chaminés de fábricas siderúrgicas. As jaulas de um dos grupos estavam equipadas com filtros especiais hepa, projetadas para capturar partículas microscópicas, enquanto o outro grupo respirou o ar poluido. Após comparar a descendência dos dois grupos de ratos, os cientistas concluíram que os descendentes dos machos cujas jaulas possuíam filtros tinham cerca de 52% menos mutações genéticas que os descendentes dos que respiraram o ar poluído. “Nosso estudo identifica as partículas do ar como um fator nas mutações hereditárias dos ratos”, afirma a equipe de pesquisadores, dirigida por John Quinn. Os cientistas acrescentaram, contudo, que os vínculos entre “as mutações e os efeitos na saúde ainda não foram estabelecidos”. O artigo da Science lembra que foram detectadas mudanças no DNA do esperma humano após uma exposição à poluição do ar.

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    A poluição do ar pode causar mutações genéticas transmissíveis de pais para filhos, anunciaram cientistas canadenses, que atribuem o problema às partículas sólidas das emissões poluentes. No entanto, ainda não está claro se as mutações são provocadas pelas partículas sólidas em si mesmas (conhecidas como fuligem) ou por substâncias químicas tóxicas que se unem a elas. Na nova edição da revista Science, os pesquisadores da Universidade McMaster, de Toronto, no Canadá, dizem que colocaram dois grupos de jaulas com ratos perto da saída de chaminés de fábricas siderúrgicas. As jaulas de um dos grupos estavam equipadas com filtros especiais hepa, projetadas para capturar partículas microscópicas, enquanto o outro grupo respirou o ar poluido. Após comparar a descendência dos dois grupos de ratos, os cientistas concluíram que os descendentes dos machos cujas jaulas possuíam filtros tinham cerca de 52% menos mutações genéticas que os descendentes dos que respiraram o ar poluído. “Nosso estudo identifica as partículas do ar como um fator nas mutações hereditárias dos ratos”, afirma a equipe de pesquisadores, dirigida por John Quinn. Os cientistas acrescentaram, contudo, que os vínculos entre “as mutações e os efeitos na saúde ainda não foram estabelecidos”. O artigo da Science lembra que foram detectadas mudanças no DNA do esperma humano após uma exposição à poluição do ar.

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