Os alienígenas de Independence Day (1996) e o lagarto monstruoso de Godzilla (1998) não foram o bastante para o cineasta alemão Roland Emmerich assolar a cidade de Nova York. Desta vez, o diretor volta a investir na lucrativa seara do cinema-catástrofe, ao filmar o superaquecimento da Terra em O Dia Depois de Amanhã. O filme tem pré-estréia aberta ao público, hoje, nos cinemas da cidade e estréia mundialmente amanhã.
Apesar da ênfase concedida mais uma vez ao cenário de Nova York, Emmerich se preocupa em mostrar outras locações destruídas devido a uma brutal alteração climática. Tornados desvastam a cidade de Los Angeles, nevascas cobrem toda a Índia e um intenso temporal de granizo cai sobre Tóquio.
Mesmo após anunciar que não mais faria qualquer produção do gênero, Emmerich voltou atrás para conduzir a nau de O Dia Depois de Amanhã. Em entrevista ao site Sci-Fi Wire (www.scifi.com/scifiwire). O cineasta disse que aceitou rodar a película para divulgar um importante alerta. “Se você acha alguma coisa que passa uma mensagem para as pessoas, você fica muito animado”, justifica. “Espero que crie uma discussão. Não me importa se vai ser um sucesso ou não”, completa o diretor.
A megaprodução bebe na fonte dos apocalípticos Armageddon e Impacto Profundo, além de se inspirar nos fortes ventos de Twister, para criar o que seria a maior revolta da natureza, eclodida pelo derretimento das calotas polares do globo terrestre.
Após dessa série de alterações climáticas, o mundo é agredido pela fúria de tornados, maremotos, tempestades e fica coberto pelo gelo. Antes disso, porém, quando começam os rumores sobre o desastre, se desenvolve o drama pessoal do climatologista Jack Hall (Dennis Quaid).
Hall é a figura central da trama, na qual tenta convencer as autoridades do governo norte-americano a tomarem precauções. No entanto, como já é de praxe do cinema-catástrofe, os políticos ignoram o problema até que vejam com seus prórpios olhos que “agora é tarde demais”.
Resta aos humanos lutar pela sobrevivência em meio ao caos provocado por um segundo dilúvio, com direito a chuva de granizo. O herói Jack Hall, então decide ir a Nova York na esperança de encontrar seu filho ainda vivo.
Originalmente, a trama seria estrelada por Mel Gibson, no papel concedido a Quaid. O astro, que já havia trabalhado com Roland Emmerich em O Patriota (2000), recusou o convite para se dedicar à finalização e divulgação de A Paixão de Cristo.
O Dia Depois de Amanhã ficou orçado num custo de US$ 100 milhões para os cofres dos estúdios Fox, US$ 45 milhões a menos do que a produção recordista em investimento Titanic (1997), de James Cameron.