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Pingue-pongue

Arquivo Geral

15/01/2006 0h00

Você não sabia que iria permanecer na trama. Como será o Zinque da última fase?
Para ser sincero com você, não sei. Sabe o que é? Preferi não ler os capítulos da terceira fase. Estou fazendo um Zinque rapaz, cheio de medos e conflitos. Quero que ele venha naturalmente depois. Que eu encontre o personagem dentro de mim. Só sei que ele será um padre meio missionário, dedicado às obras sociais. Ele sempre quis fazer o bem ao próximo.
A grande dúvida em torno do personagem diz respeito à sexualidade…
Você quer saber se ele é homossexual? Não é. Ele tem vocação para ser padre, desejo reprimido. Não que ser padre seja minha especialidade, mas o Zinque foi criado dentro dessa religiosidade por causa da mãe e sente a necessidade de atender a esse chamado, seja lá o que for isso. Ele chega a se apaixonar pela Madalena, na primeira e única transa que ele tem na vida. Mas na cabeça dele, a felicidade do outro é a dele própria. Ele carrega a indulgência na alma.
Como você chegou até essa ingenuidade, esse altruísmo dele?
Criei um mundo onde eu pudesse saber como ele pensa, o que deseja. Andei muito pelas ruas de Tiradentes, no interior de Minas, onde gravamos para conhecer um pouco dessa pureza, para imaginar gestos e olhares. Tenho muito medo de como vai ser essa terceira fase. Quero que fique crível, que faça bem.
O que você conhecia da era JK?
Pouca coisa. Estudei num colégio dominado pela ditadura e lá nem se falava de Juscelino. Estudamos Dom Pedro I e Dom Pedro II durante anos a fio.

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    Arquivo Geral

    15/01/2006 0h00

    Você não sabia que iria permanecer na trama. Como será o Zinque da última fase?
    Para ser sincero com você, não sei. Sabe o que é? Preferi não ler os capítulos da terceira fase. Estou fazendo um Zinque rapaz, cheio de medos e conflitos. Quero que ele venha naturalmente depois. Que eu encontre o personagem dentro de mim. Só sei que ele será um padre meio missionário, dedicado às obras sociais. Ele sempre quis fazer o bem ao próximo.
    A grande dúvida em torno do personagem diz respeito à sexualidade…
    Você quer saber se ele é homossexual? Não é. Ele tem vocação para ser padre, desejo reprimido. Não que ser padre seja minha especialidade, mas o Zinque foi criado dentro dessa religiosidade por causa da mãe e sente a necessidade de atender a esse chamado, seja lá o que for isso. Ele chega a se apaixonar pela Madalena, na primeira e única transa que ele tem na vida. Mas na cabeça dele, a felicidade do outro é a dele própria. Ele carrega a indulgência na alma.
    Como você chegou até essa ingenuidade, esse altruísmo dele?
    Criei um mundo onde eu pudesse saber como ele pensa, o que deseja. Andei muito pelas ruas de Tiradentes, no interior de Minas, onde gravamos para conhecer um pouco dessa pureza, para imaginar gestos e olhares. Tenho muito medo de como vai ser essa terceira fase. Quero que fique crível, que faça bem.
    O que você conhecia da era JK?
    Pouca coisa. Estudei num colégio dominado pela ditadura e lá nem se falava de Juscelino. Estudamos Dom Pedro I e Dom Pedro II durante anos a fio.

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