A posição social de uma pessoa pode ser mais importante para a longevidade do que sua alimentação e seu estado de saúde, segundo um livro que deve ser lançado em agosto, na Grã-Bretanha.
Seu autor, o professor de Epidemiologia e Saúde Pública Michael Marmot, da University College London, vem estudando as diferenças na expectativa de vida há quase 30 anos. Neste livro, Status Syndrome (Síndrome do Status, em tradução livre), Marmot defende que a saúde e a duração da vida são muito influenciadas pelas conquistas que cada um realiza.
Assim, segundo ele, uma pessoa que concluiu um doutorado vive mais do que aquelas com mestrado, que, por sua vez, têm uma vida mais longa do que quem obteve apenas o grau superior.
Estudos realizados por Marmot também mostram que atores que ganharam o Oscar vivem uma média de três anos mais do que aqueles que foram indicados, mas perderam o prêmio. “Está claro que uma boa posição na sociedade ajuda a ter uma saúde melhor”, diz Michael Marmot. “Aquelas que estão no topo vivem mais”.