Para evitar problemas mais sérios com a pele é necessário ter cuidado com o astro-rei. O sol é o grande inimigo no caso do mais radical câncer que atinge aquele órgão. “A exposição ao sol é a principal causa do melanoma maligno. Todos esses tumores têm a ver com isso”, garante o cirurgião-plástico Adilton Conde.
“A divulgação de que pele bronzeada não é saudável, mas sim resultado de danos provocados por radiação solar, poderia provocar mudança de comportamento e reduzir os índices de melanoma nas próximas gerações”, conta, por sua vez, a pós-doutoranda Sônia Regina Pereira de Souza, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP.
Por produzir menos melalina que a pela negra, as pessoas de cor branca têm mais propensão para adquirir aquele tipo de doença. Por isso, nunca é demais lembrar, alerta o médico, que os raios solares são mais maléficos no horário de 10h da manhã às 16h.
O dr. Conde explicita o processo de aparecimento do melanoma maligno: “Geralmente este câncer surge como uma pinta, como um sinal de pele de coloração acastanhada ou enegrecida (de cor negra). Ele pode passar um longo período como apenas um sinal. Depois de um certo tempo, o sinal pode crescer, doer e aparecem ferimentos. Este é o sinal de alerta”.
sinalDe acordo com o especialistas, as pessoas tem que ficar atentas a um sintoma bem simples, mas que para o leigo fica difícil perceber: “Todos aqueles que tiverem algum sinal de pele, com a borda irregular, deve fazer uma avaliação com um dermatologista. As lesões suspeitas precisam passar por uma biópsia”.
A biópsia é a melhor forma de detectar o problema. “Se detectado, o tratamento é cirúrgico, para a retirada do tumor. Existem outros tratamentos como a radioterapia e a quimioterapia, mas a cirúrgia é a forma mais eficaz de destruir o tumor”, argumenta o dr. Conde.
Entre os tumores de pele, o melanoma é o que mais facilmente provoca a metástase, Ou seja, este câncer pode se espalhar pelo resto do corpo. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para que o problema não se torne irreversível. “Se ele se espalhar, o tratamento é paliativo e o índice de sobrevida é baixo”, conclui o especialista.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Márcio Rutowitsch, se os cuidados forem intensificados até os 18 anos de idade, as chances de a doença se desenvolver são reduzidas em até 85%.