O pequi, um fruto típico do Centro-Oeste, está ganhando o Brasil. Suas propriedades nutritivas, o forte sabor e o inconfundível aroma têm feito com que os pratos da região central, como o arroz ou a galinhada com pequi, sejam redescobertos por chefs do sul-maravilha.
O pequi alcança até 14 centímetros de comprimento por 20 centímetros de diâmetro, podendo pesar 300 gramas. A polpa carnosa, com coloração variando entre o branco e o alaranjado, é seguida por uma densa camada de pequenos espinhos que envolvem de um a quatro caroços. O núcleo do pequi é composto por sementes de onde se extraem amêndoas comestíveis.
O fruto é saudável, porque contém uma grande quantidade de óleo insaturado, que não faz mal ao organismo nem provoca aumento no colesterol. É também rico em vitaminas A, C e E, em sais minerais (fósforo, potássio e magnésio) e em carotenóides, que evitam a formação de radicais livres no corpo e previnem tumores e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
NutritivoNão só a grande quantidade de nutrientes faz do pequi um ingrediente bastante peculiar. Mesmo cozido ou congelado, o fruto preserva suas propriedades nutritivas, ao contrário do que ocorre com a maioria dos vegetais.
Mas, para quem acha que a palavra “óleo” não pode fazer parte do vocabulário da alimentação saudável, a nutricionista Maria Margareth Veloso Naves, autora de um livro sobre a culinária goiana e professora da Universidade Federal de Goiás, esclarece: “Muita gente usa o óleo do pequi para cozinhar alimentos. Seu óleo é muito rico em ácidos graxos insaturados”.
O único alerta é para quem está preocupado com a balança. “A polpa do pequi é altamente calórica”, avisa Semíramis Pedroso de Almeida, bióloga e pesquisadora da Embrapa Cerrado.
O óleo do pequi tem efeito tonificante, eficaz para o tratamento de bronquites, gripes e resfriados. Já a farinha da amêndoa: de sabor forte, é utilizada na gastronomia como condimento