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Peça clássica de cara nova

Arquivo Geral

18/06/2004 0h00

A peça A Aurora da Minha Vida é um dos clássicos do teatro brasileiro. Seu título remete ao poema de Casimiro de Abreu que diz: “Oh! Que saudades que tenho/Da aurora da minha vida/Da minha infância querida/Que os anos não trazem mais”. Montada pela primeira vez há cerca de 23 anos, ela está com uma nova roupagem que será apresentada de hoje a domingo, no Teatro dos Bancários (314/15 Sul).

A atriz e produtora Luísa Thiré foi quem começou essa história. Aos 12 anos, ela viu pela primeira vez o espetáculo. Encantada, decidiu que um dia iria encenar a Gorda, uma das personagens. Montou com um grupo de teatro da escola uma versão amadora, antes de se profissionalizar. Mas, o sonho não estava completo. “Eu queria trabalhar numa montagem de verdade”, lembra a atriz.

Para realizar o sonho, depois de 18 anos, decidiu procurar Naum Alves de Souza, autor do texto. “Ainda bem que tomei a iniciativa. O Naum topou e montamos um elenco maravilhoso”, conta Luisa.

Os atores são amigos entre si e Luisa acha que isso contribui para a performance de todos, já que a história se passa numa escola, entre amigos.

O texto foi escrito por Naum com base na sua experiência como aluno e professor. Os personagens não têm nome e sim apelidos: Bobo, Gorda, Adiantada, Quieto, Diretor, Professor de Desenho, entre outros. O enredo é fragmentado em quadros, normalmente representando as aulas. Aos poucos, os dramas individuais vão se explicitando e os personagens vão ganhando particularidades e profundidade que dão a eles personalidade própria.

Os oito atores interpretam cerca de 20 personagens (o professor carrasco, a professora boazinha, a amiga CDF), sem ter um protagonista. “A peça é muito dinâmica. Interpretamos pessoas de cinco a 15 anos e mudamos tudo muito rápido”, adianta Luisa. Além da atriz, compõem o elenco Bel Kutner, Guilherme Piva, Anderson Muller, Anna Cotrim, Carolyna Aguiar, Bruno Padilha e Cadu Fávero, que atualmente pode ser visto no cinema interpretando o Frejat no filme Cazuza – O Tempo não Pára.

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    18/06/2004 0h00

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    A atriz e produtora Luísa Thiré foi quem começou essa história. Aos 12 anos, ela viu pela primeira vez o espetáculo. Encantada, decidiu que um dia iria encenar a Gorda, uma das personagens. Montou com um grupo de teatro da escola uma versão amadora, antes de se profissionalizar. Mas, o sonho não estava completo. “Eu queria trabalhar numa montagem de verdade”, lembra a atriz.

    Para realizar o sonho, depois de 18 anos, decidiu procurar Naum Alves de Souza, autor do texto. “Ainda bem que tomei a iniciativa. O Naum topou e montamos um elenco maravilhoso”, conta Luisa.

    Os atores são amigos entre si e Luisa acha que isso contribui para a performance de todos, já que a história se passa numa escola, entre amigos.

    O texto foi escrito por Naum com base na sua experiência como aluno e professor. Os personagens não têm nome e sim apelidos: Bobo, Gorda, Adiantada, Quieto, Diretor, Professor de Desenho, entre outros. O enredo é fragmentado em quadros, normalmente representando as aulas. Aos poucos, os dramas individuais vão se explicitando e os personagens vão ganhando particularidades e profundidade que dão a eles personalidade própria.

    Os oito atores interpretam cerca de 20 personagens (o professor carrasco, a professora boazinha, a amiga CDF), sem ter um protagonista. “A peça é muito dinâmica. Interpretamos pessoas de cinco a 15 anos e mudamos tudo muito rápido”, adianta Luisa. Além da atriz, compõem o elenco Bel Kutner, Guilherme Piva, Anderson Muller, Anna Cotrim, Carolyna Aguiar, Bruno Padilha e Cadu Fávero, que atualmente pode ser visto no cinema interpretando o Frejat no filme Cazuza – O Tempo não Pára.

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