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Paulo José faz 40 anos de cinema

Arquivo Geral

10/10/2005 0h00

Um passeio pela história de um dos maiores atores do País e, de quebra, pela história do cinema brasileiro. Este ano, faz 40 anos que o ator Paulo José apareceu pela primeira vez em um filme. E para comemorar, o Centro Cultural Banco do Brasil realiza a mostra Paulo José – 40 Anos de Cinema, que vai exibir 40 trabalhos feitos pelo ator, entre longas, curtas e narrações. O evento começa amanhã e vai até o dia 23.

“Estou muito feliz, porque além de ser uma bela homenagem, abre caminho para outras retrospectivas. Temos muitas coisas boas produzidas no Brasil”, lembra Paulo José, 68 anos, em entrevista ao Jornal de Brasília. A estréia no cinema foi em abril de 1965, no filme O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade. De lá para cá, estrelou trabalhos que marcaram o cinema brasileiro, como Macunaíma (1969), Todas as Mulheres do Mundo (1966), Policarpo Quaresma – Herói do Brasil (1998) e o mais recente Benjamim (2004).

A mostra chega a Brasília depois de São Paulo e Rio de Janeiro e conta com 40 filmes, incluindo longas e curtas-metragens, obras de ficção e documentários, que abordam o trabalho de Paulo José como ator e como narrador.

O filme O Mentiroso (1988) abre a programação hoje, às 17h. Em seguida, o público poderá ver A Difícil Viagem (1983) e o curta Cheque-Mate (1996). Paulo José estará presente, para um bate-papo descontraído com a platéia sobre os 40 anos de cinema. “Existem filmes que não são exibidos há mais de 20 anos. Outros deram trabalho para conseguir uma cópia de qualidade”, conta.

Desde O Padre e a Moça muita coisa ocorreu na carreira de Paulo José. Para ele, é difícil escolher o preferido dentre tantos trabalhos de qualidade, mas por alguns ele tem um carinho especial. “O primeiro filme é sempre marcante”, diz o ator, referindo-se à O Padre e a Moça, que conta a história de um jovem padre que se sente atraído por uma bela garota.

Outros destaques são Todas as Mulheres do Mundo e Edu, Coração de Ouro, ambos dirigidos por Domingos de Oliveira, e Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. “São filmes de qualidade maior, muito honestos e com feeling de cinema. Nada vendido para fazer sucesso rápido”, avalia o ator.

A escolha dos filmes se deve também à boa relação com os diretores Domingos e Joaquim Pedro: “Tivemos muita afinidade, coincidência de idéias, de sentimentos, de gosto. Uma empatia mútua”.

Os personagens interpretados ao longo de 40 anos de cinema são considerados, muitas vezes, como comuns. O diferente é a forma de interpretar: “Procuro dar um tom aos meus personagens que fuja do convencional”, explica ele, lembrando de personagens que o desafiaram, como o extravagante Benjamim. “Não tenho vontade de viver nenhum personagem específico. Gosto de curtir cada trabalho e me dedicar a ele”, conta.

O cinema entrou na vida de Paulo José quando ele ainda era uma criança e morava nos fundos do Cinema Avenida, em Porto Alegre. Em uma noite de verão, os portões de fundo da sala de projeção foram abertos e do muro da sua casa ele podia ver o filme. “A gente via invertido, com as legendas ao contrário. Ficávamos de pijama, em cima do muro. Aquilo era mágico”, lembra.

Naquela época, a qualidade das fitas ainda era precária e muitos pedaços desses filmes arrebentavam. “Colecionávamos essas ceninhas de diferentes filmes”, recorda. Quando cresceu, tornou-se freqüentador assíduo de cinema: “Ele não podia ficar longe da minha vida”, confessa.

continua na página 3

serviço

Paulo José – 40 Anos de Cinema – Exibição de longas e curtas-metragens, que abordam o trabalho de Paulo José como ator e como narrador. De hoje até o dia 23 de outubro, no Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, trecho 2). Ingressos a R$ 4 (inteira). Mais informações: 3310-7087.

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    “Estou muito feliz, porque além de ser uma bela homenagem, abre caminho para outras retrospectivas. Temos muitas coisas boas produzidas no Brasil”, lembra Paulo José, 68 anos, em entrevista ao Jornal de Brasília. A estréia no cinema foi em abril de 1965, no filme O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade. De lá para cá, estrelou trabalhos que marcaram o cinema brasileiro, como Macunaíma (1969), Todas as Mulheres do Mundo (1966), Policarpo Quaresma – Herói do Brasil (1998) e o mais recente Benjamim (2004).

    A mostra chega a Brasília depois de São Paulo e Rio de Janeiro e conta com 40 filmes, incluindo longas e curtas-metragens, obras de ficção e documentários, que abordam o trabalho de Paulo José como ator e como narrador.

    O filme O Mentiroso (1988) abre a programação hoje, às 17h. Em seguida, o público poderá ver A Difícil Viagem (1983) e o curta Cheque-Mate (1996). Paulo José estará presente, para um bate-papo descontraído com a platéia sobre os 40 anos de cinema. “Existem filmes que não são exibidos há mais de 20 anos. Outros deram trabalho para conseguir uma cópia de qualidade”, conta.

    Desde O Padre e a Moça muita coisa ocorreu na carreira de Paulo José. Para ele, é difícil escolher o preferido dentre tantos trabalhos de qualidade, mas por alguns ele tem um carinho especial. “O primeiro filme é sempre marcante”, diz o ator, referindo-se à O Padre e a Moça, que conta a história de um jovem padre que se sente atraído por uma bela garota.

    Outros destaques são Todas as Mulheres do Mundo e Edu, Coração de Ouro, ambos dirigidos por Domingos de Oliveira, e Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. “São filmes de qualidade maior, muito honestos e com feeling de cinema. Nada vendido para fazer sucesso rápido”, avalia o ator.

    A escolha dos filmes se deve também à boa relação com os diretores Domingos e Joaquim Pedro: “Tivemos muita afinidade, coincidência de idéias, de sentimentos, de gosto. Uma empatia mútua”.

    Os personagens interpretados ao longo de 40 anos de cinema são considerados, muitas vezes, como comuns. O diferente é a forma de interpretar: “Procuro dar um tom aos meus personagens que fuja do convencional”, explica ele, lembrando de personagens que o desafiaram, como o extravagante Benjamim. “Não tenho vontade de viver nenhum personagem específico. Gosto de curtir cada trabalho e me dedicar a ele”, conta.

    O cinema entrou na vida de Paulo José quando ele ainda era uma criança e morava nos fundos do Cinema Avenida, em Porto Alegre. Em uma noite de verão, os portões de fundo da sala de projeção foram abertos e do muro da sua casa ele podia ver o filme. “A gente via invertido, com as legendas ao contrário. Ficávamos de pijama, em cima do muro. Aquilo era mágico”, lembra.

    Naquela época, a qualidade das fitas ainda era precária e muitos pedaços desses filmes arrebentavam. “Colecionávamos essas ceninhas de diferentes filmes”, recorda. Quando cresceu, tornou-se freqüentador assíduo de cinema: “Ele não podia ficar longe da minha vida”, confessa.

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    Paulo José – 40 Anos de Cinema – Exibição de longas e curtas-metragens, que abordam o trabalho de Paulo José como ator e como narrador. De hoje até o dia 23 de outubro, no Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, trecho 2). Ingressos a R$ 4 (inteira). Mais informações: 3310-7087.

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