Não faz muito tempo assim. Há coisa de dois, no máximo
três anos, o SBT era uma pedra no sapato da TV Globo.
As duas emissoras proporcionavam uma briga bem interessante
na busca pelos melhores índices. A primeira Casa
dos Artistas, por exemplo, conseguiu quebrar a invencibilidade
do Fantástico, que em toda a sua trajetória jamais havia
perdido a liderança para qualquer outro programa.
Ratinho, mesmo batendo de frente com a principal novela
da concorrente, nunca deixava de registrar menos de
20 pontos na sua média. Gugu e Faustão também travavam
um acirrado duelo nas tardes de domingo e os seus
programas eram assunto obrigatório nos jornais do dia seguinte, indicando ora a vitória de um, ora a de outro.
O SBT Repórter registrava médias tão elevadas de audiência,
que num determinado dia isso levou a TV Globo a publicar anúncio de página inteira em diversos jornais mostrando
que, dos 20 programas de maior audiência da televisão
brasileira, somente um não era produzido por ela. Este um era
o SBT Repórter. Lamentavelmente, essa boa briga não existe mais. A Globo continuou pisando fundo e hoje já não vê mais ninguém no seu retrovisor. Isso é péssimo para a televisão brasileira. E pior: não existe a menor possibilidade do atual panorama ser alterado nos próximos tempos.