Um único cigarro é capaz de provocar um estrago no organismo das pessoas. Imagine um maço por dia, que é a média de consumo da maioria dos fumantes – cerca de 20 desses venenos enroladinhos. Parece brincadeira, mas só os fumantes não acreditam nos males que o vício de fumar provoca. Somente no Brasil, são 23 mortes por hora, 200 mil por ano. No Distrito Federal, o número de óbitos por causa do tabaco foi de 2.604 no ano passado. Cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão surgem em fumantes ou ex-fumantes, uma parcela da população que detém, ainda, 80% dos casos de enfisemas pulmonares, 25% dos infartos do miocárdio e 40% dos derrames cerebrais.
Hoje é Dia Mundial sem Tabaco, uma boa oportunidade para refletir sobre esse vício que somente no DF – de acordo com dados da Secretaria de Saúde do ano passado – provoca gastos de R$ 12 milhões anuais no atendimento às vítimas, contra uma arrecadação de impostos em torno de R$ 8 milhões. Apenas isso já seria um bom motivo para pensar em abandonar o vício.
Em todo o continente americano, do Chile ao Canadá, aproximadamente dez milhões de pessoas vão morrer nos próximos 30 anos, em conseqüência de doenças provocadas pelo cigarro. E, nesse caso, estamos falando de pelo menos 25 doenças comprovadamente associadas ao fumo, tais como bronquite, enfisema, cânceres, trombose, insuficiência renal, osteoporose úlcera e gastrite, entre outras.
Cigarro é uma droga e como tal deve ser tratado, já que a sua fumaça contém nicotina, alcatrão e outras substâncias que causam dependência física e psíquica. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 90% dos fumantes se viciaram antes de completar 19 anos e, no mundo, quatro milhões de pessoas morrem por ano vítimas desse vício.
Em todo o mundo, existem fortes campanhas contra o fumo. Mas, o Brasil saiu na frente. Tanto que, este ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o País para ser a sede das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco. O convite reflete a liderança internacional do Brasil no controle do vício, por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e outros Fatores de Risco de Câncer, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde.