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Para os fãs do "moleque vadio"

Arquivo Geral

02/07/2005 0h00

Abarba grande e o corpo magro são os primeiros indícios da semelhança entre o ator Gaspar Filho e o cantor e compositor Luiz Gonzaga Filho, o Gonzaguinha. Mas a proximidade vai além da aparência. No musical Tributo a Gonzaguinha, em cartaz hoje e amanhã, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, o artista surpreende e emociona o público com os trejeitos e o timbre de voz à moda do filho adotivo do Rei do Baião.

Gaspar Filho, ator desde os 9 anos, interpreta Gonzaguinha há duas décadas. “A semelhança foi percebida pelo jornalista Dácio Malta, diretor do espetáculo, numa seresta na casa dele. Após me ouvir cantar e ver uma foto em que eu usava barba, começou a fazer pesquisas e reunir amigos de Gonzaguinha”, conta o intérprete, de 43 anos.

A descoberta resultou na perda de 10 quilos e na barba, grande como a do compositor. “Há anos, não tiro a barba e, para emagrecer, comia fruta pela manhã e só verde à noite”, lembra. A mudança foi o passo inicial para a criação do espetáculo Começaria Tudo Outra Vez, primeira versão do Tributo a Gonzaguinha. “No primeiro espetáculo, eu interpretava oito personagens, que retratavam familiares dele, e lia muitos textos”, diz.

Para o musical Tributo a Gonzaguinha, foram escolhidas 24 canções que relatam fases da vida do compositor, falecido em 1991, vítima de um acidente automobilístico. Gaspar Filho, em companhia dos músicos Alberto Sales (violão), Victor Chicre (piano), Sandro Araújo (bateria) e Hamilton Pinheiro (baixo), vai cantar sucessos como Comportamento Geral e O Trem, característicos do período de ditadura militar, Ponto de Interrogação e Grito de Alerta, que evidenciam a admiração pelas mulheres, e Felicidade Bate a Sua Porta.

Tributo a Gonzaguinha homenageia os 60 anos que o compositor faria se estivesse vivo. “Decidimos tirar os textos longos e colocar mais músicas. Agora, leio apenas uma pequena biografia e conto histórias sobre algumas canções. Na verdade, é também uma homenagem do Gaspar Filho como fã”, revela.

A admiração do ator por Gonzaguinha transcende os palcos. Após conhecer a vida do compositor, sua preocupação com a disseminação da arte e o engajamento político, Gaspar Filho se integrou no Nova Geração Teatral, projeto carioca que ensina música e teatro a crianças e jovens do Morro de São Carlos, local em que Gozaguinha passou a infância. O ator criou o grupo de teatro Gonzaguinha, Eterno Aprendiz e, como não poderia deixar de ser, interpreta o compositor. “Divulgar a arte era tudo o que ele queria”, observa. O artista confessa também que a figura de Gonzaguinha está presente em sua rotina. “Ele me influencia por meio de seu lado político e social. Eu achava que, para ajudar, tinha de ter dinheiro, mas ele me ensinou que não. Gonzaguinha consegue tocar na vida de todo mundo por meio do amor”, opina.

O amor parece ter tocado Gaspar Filho. Enquanto o ator interpretava Gonzaguinha num teatro carioca, em 2000, o corpo de seu pai estava sendo velado. “Decidi sair do velório, ir para o teatro e voltar depois. A sala estava lotada. Todos queriam lembrar de Gonzaguinha”, conta, emocionado.

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    02/07/2005 0h00

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    Gaspar Filho, ator desde os 9 anos, interpreta Gonzaguinha há duas décadas. “A semelhança foi percebida pelo jornalista Dácio Malta, diretor do espetáculo, numa seresta na casa dele. Após me ouvir cantar e ver uma foto em que eu usava barba, começou a fazer pesquisas e reunir amigos de Gonzaguinha”, conta o intérprete, de 43 anos.

    A descoberta resultou na perda de 10 quilos e na barba, grande como a do compositor. “Há anos, não tiro a barba e, para emagrecer, comia fruta pela manhã e só verde à noite”, lembra. A mudança foi o passo inicial para a criação do espetáculo Começaria Tudo Outra Vez, primeira versão do Tributo a Gonzaguinha. “No primeiro espetáculo, eu interpretava oito personagens, que retratavam familiares dele, e lia muitos textos”, diz.

    Para o musical Tributo a Gonzaguinha, foram escolhidas 24 canções que relatam fases da vida do compositor, falecido em 1991, vítima de um acidente automobilístico. Gaspar Filho, em companhia dos músicos Alberto Sales (violão), Victor Chicre (piano), Sandro Araújo (bateria) e Hamilton Pinheiro (baixo), vai cantar sucessos como Comportamento Geral e O Trem, característicos do período de ditadura militar, Ponto de Interrogação e Grito de Alerta, que evidenciam a admiração pelas mulheres, e Felicidade Bate a Sua Porta.

    Tributo a Gonzaguinha homenageia os 60 anos que o compositor faria se estivesse vivo. “Decidimos tirar os textos longos e colocar mais músicas. Agora, leio apenas uma pequena biografia e conto histórias sobre algumas canções. Na verdade, é também uma homenagem do Gaspar Filho como fã”, revela.

    A admiração do ator por Gonzaguinha transcende os palcos. Após conhecer a vida do compositor, sua preocupação com a disseminação da arte e o engajamento político, Gaspar Filho se integrou no Nova Geração Teatral, projeto carioca que ensina música e teatro a crianças e jovens do Morro de São Carlos, local em que Gozaguinha passou a infância. O ator criou o grupo de teatro Gonzaguinha, Eterno Aprendiz e, como não poderia deixar de ser, interpreta o compositor. “Divulgar a arte era tudo o que ele queria”, observa. O artista confessa também que a figura de Gonzaguinha está presente em sua rotina. “Ele me influencia por meio de seu lado político e social. Eu achava que, para ajudar, tinha de ter dinheiro, mas ele me ensinou que não. Gonzaguinha consegue tocar na vida de todo mundo por meio do amor”, opina.

    O amor parece ter tocado Gaspar Filho. Enquanto o ator interpretava Gonzaguinha num teatro carioca, em 2000, o corpo de seu pai estava sendo velado. “Decidi sair do velório, ir para o teatro e voltar depois. A sala estava lotada. Todos queriam lembrar de Gonzaguinha”, conta, emocionado.

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