Nada de Jingle Bells ou Noite Feliz. A trilha sonora deste fim de ano vai do infantil ao sertanejo. A festa começa neste domingo com a estréia de A Terra dos Meninos Pelados – que retoma o formato de musicais para crianças que fez história na década de 80 – e a segunda temporada de Jovens Tardes, na Globo. “Musicais têm um apelo especial de reunir a família nesta época do ano”, avalia Wanessa Camargo, que divide com Carolina Magalhães, além da dupla Pedro e Thiago e Marcelo França, o palco do Jovens Tardes. As duas puderam se sentir um pouco Olivia Newton-John no episódio de estréia, Musicais do Cinema Internacional, que dá início à seqüência de cinco programas. “Comecei a pensar na carreira de cantora de tanto assistir a musicais. Via O Mágico de Oz, Grease, Dirty Dancing e queria fazer musicais. Canto meus ídolos nesse programa”, conta Wanessa. Carolina também se inspirou. “Vou cantar Dancing Queen, música do Abba de um espetáculo que vi em Nova York.” Para as crianças, a festa dura quatro domingos, com a série A Terra dos Meninos Pelados. “Me inspirei em programas como Plunct Plact Zuuum e Arca de Noé”, entrega o diretor Márcio Trigo. Márcio resume a história: “A trama gira em torno de Raimundo (Herval Silveira), que é diferente por ser pelado e busca lugar onde todos sejam como ele. Mas, descobre que ainda assim existe a diferença”. A trama é baseada no conto de Graciliano Ramos e tem participação de inúmeros cantores, como Paulinho Moska, Lenine, Gabriel O Pensador e os grupos Pato Fu e Skank. “A história fala de singularidade e isso me ganhou”, diz Lenine. Paulinho Moska concorda. “É uma metáfora para todas as diferenças”, derrete-se ele, que compôs a música Noir Noar e vive um professor de música. “Para me proteger da ignorância como ator, fiquei um pouco caricato”, confessa. E a graça não pára nas músicas, todas feitas especialmente para o programa. “No fundo, as crianças gostam de fantasia e não só do conflito entre o bem e o mal. Elas curtem a poesia que transita no imaginário”, aposta Trigo, que usa a filha, Mariana, de 8 anos, como cobaia. “Mostro tudo para ela. A música de que eu menos gostei foi a preferida dela”, conforma-se o diretor.