O choro forte do bebê é o momento mais aguardado na hora do parto. O som é um dos sinais de que está tudo bem com a saúde da criança, mas só isso não basta. Mesmo com uma aparência saudável, é importante que os recém-nascidos sejam submetidos a um exame essencial para o diagnóstico de doenças congênitas graves: o teste do pezinho. Por meio desse teste é possível detectar doenças como a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito. Essas doenças, se não tratadas rapidamente, podem levar à deficiência mental do bebê. O exame é um direito de toda criança e deve ser feito 48 horas após o nascimento.
“Com a simples coleta de gotinhas de sangue retiradas do calcanhar do bebê é possível mudar o curso de doenças que causariam seqüelas irreparáveis na saúde física e mental deles”, afirma Tania Marini de Carvalho, assessora-técnica em Triagem Neonatal do Ministério da Saúde. “É importante que a população saiba que tem direito à realização deste teste pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, acrescenta.
Existem versões do teste do pezinho capazes de identificar mais de 30 doenças, mas apenas fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito são habitualmente detectadas nos programas em todo o mundo. Essas duas doenças são congênitas e podem provocar graves seqüelas.