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Para a criança encarar sem drama o medo de dentista

Arquivo Geral

21/09/2004 0h00

Dentista, para muitos, costuma ser sinônimo de dor. O tratamento dentário sempre causou muito medo às pessoas quando se deparam com a cadeira, os instrumentos e máquinas usadas pelos profissionais. No caso específico da criança, a situação torna-se ainda mais crítica. Mas, a teconologia e a psicologia estão investindo cada vez mais em tornar a ida ao odontólogo em algo menos pavoroso.

Um dos princípios mais utilizado pelos odontólogos hoje em dia é fazer com que o desconhecido (que normalmente causa medo), o mundo dos dentistas com seus aparelhos de “tortura” torne-se conhecido. É o que faz a odontóloga paulista Lúcia Nagib Kfouri.

A especialista usa essa técnica com mães e crianças na rede pública de saúde. Entre as dicas que ela dá, está a de marcar as crianças mais novas (até sete é o ideal) todos ao mesmo dia e no mesmo horário. Junto às mães, ela tem uma conversa sobre o que é o dente, higienização e o que faz o dentista.

A conversa de meia hora é didática e simples. Isto, segundo Lúcia Kfoury, ajuda a mudar a mentalidade das mães e descontrair as crianças. Estas não se manifestam no papo, mas terminam por assimilar tudo o que foi conversado, o que as ajuda na hora de encarar a cadeira do dentista. Nesta hora, a sugestão da odontóloga é brincar com as crianças, com os objetos da sala, mostrar que a cadeira sobe e desce, para que serve os botões, tornando a situação mais lúdica.

De acordo com a odontopediatra Maria Aparecida Machado, professora da Universidade de São Paulo-USP, o medo do destista é “um mito, que graças ao desenvolvimento científico e tecnológico que vem ocorrendo na prática da Odontologia, aos poucos deverá ser uma questão que preocupará menos a clientela, pois este será um sentimento infundado.”

Para ela, as crianças são a melhor clientela para se desmistificar este medo e para isso devem contar com a ajuda dos pais: “A primeira providência prática neste sentido deve ser tomada pelos pais, pois ao levar seus filhos ao dentista devem procurar um profissional que tenha se especializado para o atendimento de crianças, este profissional é o Odontopediatra, que durante a sua formação como especialista estuda a psicologia infantil.”

Maria Aparecida sugere ainda que os pais não precisam esperar que a criança tenha dor de dente para levá-la ao dentista: “A prevenção da cárie além de proporcionar uma condição bucal adequada permitirá à criança experiências odontológicas extremamente positivas, pois não havendo cárie, não haverá razão para a criança vivênciar as conseqüências desagradáveis advindas dela, sendo a pior a sensação de dor.”

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    21/09/2004 0h00

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    Um dos princípios mais utilizado pelos odontólogos hoje em dia é fazer com que o desconhecido (que normalmente causa medo), o mundo dos dentistas com seus aparelhos de “tortura” torne-se conhecido. É o que faz a odontóloga paulista Lúcia Nagib Kfouri.

    A especialista usa essa técnica com mães e crianças na rede pública de saúde. Entre as dicas que ela dá, está a de marcar as crianças mais novas (até sete é o ideal) todos ao mesmo dia e no mesmo horário. Junto às mães, ela tem uma conversa sobre o que é o dente, higienização e o que faz o dentista.

    A conversa de meia hora é didática e simples. Isto, segundo Lúcia Kfoury, ajuda a mudar a mentalidade das mães e descontrair as crianças. Estas não se manifestam no papo, mas terminam por assimilar tudo o que foi conversado, o que as ajuda na hora de encarar a cadeira do dentista. Nesta hora, a sugestão da odontóloga é brincar com as crianças, com os objetos da sala, mostrar que a cadeira sobe e desce, para que serve os botões, tornando a situação mais lúdica.

    De acordo com a odontopediatra Maria Aparecida Machado, professora da Universidade de São Paulo-USP, o medo do destista é “um mito, que graças ao desenvolvimento científico e tecnológico que vem ocorrendo na prática da Odontologia, aos poucos deverá ser uma questão que preocupará menos a clientela, pois este será um sentimento infundado.”

    Para ela, as crianças são a melhor clientela para se desmistificar este medo e para isso devem contar com a ajuda dos pais: “A primeira providência prática neste sentido deve ser tomada pelos pais, pois ao levar seus filhos ao dentista devem procurar um profissional que tenha se especializado para o atendimento de crianças, este profissional é o Odontopediatra, que durante a sua formação como especialista estuda a psicologia infantil.”

    Maria Aparecida sugere ainda que os pais não precisam esperar que a criança tenha dor de dente para levá-la ao dentista: “A prevenção da cárie além de proporcionar uma condição bucal adequada permitirá à criança experiências odontológicas extremamente positivas, pois não havendo cárie, não haverá razão para a criança vivênciar as conseqüências desagradáveis advindas dela, sendo a pior a sensação de dor.”

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