Ocineasta Bruno Barreto (de O Que é Isso, Companheiro?) assinou seu ingresso – discretamente – no mercado de Hollywood com o romance Bossa Nova (2000) e, três anos depois, com a fracassada comédia Voando Alto (que reuniu no elenco Gwyneth Paltrow, Mike Myers e Christina Applegate) – custou US$ 35 milhões à Miramax e conseguiu faturar apenas US$ 16 milhões nas bilheterias. Após a frustrada experiência em solo estrangeiro, Barreto volta os olhos para o umbigo brasileiro (que lhe rendeu os seus maiores sucessos: Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) e Gabriela, Cravo e Canela (1982), ambos com a musa Sônia Braga) e lança nacionalmente, no dia 18 (com pré-estréia neste fim de semana), O Casamento de Romeu & Julieta, projeto idealizado por sua irmã e produtora da fita, Paula Barreto.
A nova comédia, estrelada por Luana Piovani e Marco Ricca, definitivamente, não tem pretensões de ultrapasar os limites do cenário cinematográfico brasileiro. Isto porque a trama é focalizada na eterna rivalidade dos clubes do futebol paulista Palmeiras e Corinthians. Julieta (Piovani) é uma palmeirense fanática, centroavante do time feminino do Palmeiras e que fora batizada por seu pai Alfredo Baragatti (Luís Gustavo), em homenagem aos jogadores do clube Julinho e Echevarietta. De outro lado está Romeu (Ricca), um oftalmologista de 45 anos, que é um corintiano “roxo” e nutre ódio pela torcida do Verdão.
Decidido a casar com Julieta, Romeu diz uma pequena mentira para seu futuro sogro: “Sou palmeirense”. Em nome do amor, Romeu filia-se como sócio do clube e tenta enganar os amigos corintianos e, principalmente, o filho Zilinho e a avó Nenzica. Para falar sobre mais detalhes sobre O Casamento de Romeu & Julieta, a produtora Paula Barreto, concedeu entrevista ao Jornal de Brasília, na qual explica as etapas de lapidação da obra e fala do treinamento de três meses que Luana Piovani fez para poder convencer como, na gíria paulistana, uma verdadeira boleira.