A perseguição de um ideal de beleza acaba prejudicando, psicológica e fisicamente, a saúde das mulheres. De acordo com uma pesquisa feita em Israel, em função dos padrões da estética ocidental, houve um aumento assustador da anorexia nervosa entre pessoas do sexo feminino.
Com o advento da televisão nas Ilhas Fidji e a venda de um padrão diferenciado de beleza, de acordo com pesquisa da universidade inglesa Harvard Medical School, 69% das garotas haviam se submetido a dietas, três quartos se sentiam “muito gordas” e um oitavo delas sofria de bulimia.
O estado de insatisfação com o físico e a necessidade de se sentir mais próxima do belo, como enquadrado pela mídia em geral, pode levar a efeitos drásticos. “20% das pessoas que correm loucas atrás desse padrão arbitrário de beleza, acabam morrendo”, elucida o psicólogo Antonio de Tommaso.
Ele cita como doenças que atacam as mulheres sedentas em ter o corpo magro das modelos, a anorexia nervosa e a bulimia nervosa. A primeira é a ausência de apetite. “A mulher passa fome de propósito para poder emagrecer. Quanto mais magra ela está, mais gorda ela se vê no espelho”, esclarece o especialista.
A bulimia nervosa, por sua vez, faz com que a mulher coma uma grande quantidade de comida por certo tempo e, arrependida e com medo de engordar, provoca o vômito. Para isso, essas pacientes tomam laxantes, diuréticos e fazem exercício, compulsivamente.
Por esses tipos de problemas é que Tommaso acredita ser importante a pesquisa feita pela Unilever. “A pesquisa vai servir para que o assunto possa ser discutido, com seriedade em todo o País”, argumenta.
O especialista dá um conselho àquelas que tentam ser parecidas com a Gisele Bündchen: “A mulher deve procurar se conhecer mais, a ponto de adquirir uma identidade estética, própria. Deve procurar um diferencial. A beleza é um conjunto. Ela tem que pensar também que existe uma energia, que vem de dentro, e que a torna diferente e bela. Um rostinho bonito, sem um belo sorriso e essa energia interior própria, não é tão bonito assim”.
Tomasso lembra ainda que as próprias modelos, que ele conhece bem, com toda sua beleza e magreza não são exatamente felizes. “A modelo não é mais feliz do que as outras mulheres. Em uma pesquisa feita com 140 manequins, todas estão insatisfeitas com a beleza”, arremata.