A otoplastia para resolver é simples e a maioria dos casos dispensa internação. “Existem várias técnicas disponíveis, e cada cirurgião utiliza a técnica à qual está mais habituado”, informa Luiz de Gonzaga, especialista do HUB. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apenas alerta: os pais devem procurar alguém que tenha habilidade e em quem confiem.
“No procedimento, o cirurgião faz uma pequena retirada de carne e trabalha a estrutura cartilaginosa para devolver o aspecto normal”. explica o especialista, para complementar: “É uma cirurgia que, como qualquer outra, precisa de cuidados pré e pós-operatório”
Mais detalhadamente, nesta otoplastia, o cirurgião faz uma pequena incisão na parte de trás da orelha, a fim de alcançar a cartilagem. Então, ele esculpe a cartilagem de modo a aproximá-la mais da cabeça. Pontos não removíveis podem ser usados para ajudar a manter o novo formato. Ocasionalmente, o médico poderá optar por retirar uma parte maior de cartilagem, de forma a alcançar um resultado mais natural.
Atenção: sempre haverá um inchaço maior nos primeiros dois dias, mas que depois vai diminuindo gradativamente. Em poucos dias a criança está totalmente recuperada da cirurgia, usando apenas uma bandagem para proteger as orelhas. Após uma semana, pode retornar às aulas. “É bom evitar atividades físicas por pelo menos durante 30 dias, só para que a criança não tenha qualquer traumatismo naquela região”, recomenda o dr. Luiz de Gonzaga.
A otoplastia, no caso da orelha de abano, não deixa seqüelas que vão, de alguma forma, constranger futuramente o operado. Não há cicatriz visível, com a cirurgia, só na parte escondida da orelha, e os resultados, na maioria das vezes, são satisfatórios.
As complicações são raras. Se acontecerem, as que exigem mais atenção são o sangramento e a infecção, pois podem prejudicar a forma final da cartilagem da orelha. Para evitar que elas surjam, é necessário que sejam seguidas as orientações dadas pelo médico após a cirurgia.