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OS REIS DA MALA

Arquivo Geral

04/11/2005 0h00

Iniciar uma turnê de shows pode ser divertido, mas, como várias coisas na vida, também tem seu lado ruim. Dormir em outra cama e ficar à toa no hotel ajudam a aumentar as saudades de casa. Para afastar a solidão, músicos levam de tudo em suas malas. Desde a diversão, como videogames, até a culinária que lembra a mamãe, como feijão congelado.

O passatempo de Tico Santa Cruz são os livros. Por isso, ele tem sempre quatro na bagagem. No último Ceará Music, festival que aconteceu em Fortaleza este mês, o vocalista do Detonautas Roque Clube abriu sua mala e disse que leu Bicho Solto, Crônicas de Um Amor Louco, 102 Minutos e O Deus Que Nunca Existiu, todos ao mesmo tempo. “Não me confundo porque são gêneros diferentes: filosofia, documentário, biografia e crônica”, conta o roqueiro.

Gabriel O Pensador tem uma mania engraçada: “Levo meu próprio travesseiro, que uso na cama, no ônibus e no avião.

Livros e bichos Kelly Key investe em novos projetos entre um show e outro. Matriculada na faculdade de veterinária, ela carrega livros e sua coleção de CD-Rom sobre o mundo dos animais. “Começo a faculdade no ano que vem e, no hotel, uso o tempo para estudar sobre cachorro, cavalo, todos bichinhos que adoro”, diz Kelly.

Dudu Nobre anda pra lá e pra cá com um laptop. A sua vontade de escrever um livro tem superado a de tocar cavaco nas horas vagas. “Já tenho o esboço de um romance que não tem nada a ver com samba”, adianta.

A galera do Skank não sai de Minas Gerais sem ter na bagagem uma cafeteira importada, xícaras e café em pó. “A gente adora café expresso e pede pão de queijo para acompanhar”, diz o tecladista Henrique Portugal.

Enquanto isso, Latino, para não sentir saudade da comida caseira, quando viaja de carro ou ônibus leva feijão. “É difícil ter feijão nos cardápios. Levo pronto e congelado. Guardo na cozinha do hotel”, conta Latino.

Guitarra toda hora Não contente só com o palco, Bianca Jhordão, da banda Leela, leva um miniamplificador para o quarto: “Prefiro tocar guitarra a ver TV e ainda posso estudar”.

Nas horas vagas, o melhor amigo de Badauí, vocalista do CPM22, é o videogame: “Ligo o Playstation na TV do quarto do hotel e jogo com o resto da banda”. Para sentir o cheirinho da sua casa, Fantine, do Rouge, carrega incensos: “Levo vários e a cada hora acendo um. Assim, o quarto do hotel fica com meu cheiro”.

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    04/11/2005 0h00

    Iniciar uma turnê de shows pode ser divertido, mas, como várias coisas na vida, também tem seu lado ruim. Dormir em outra cama e ficar à toa no hotel ajudam a aumentar as saudades de casa. Para afastar a solidão, músicos levam de tudo em suas malas. Desde a diversão, como videogames, até a culinária que lembra a mamãe, como feijão congelado.

    O passatempo de Tico Santa Cruz são os livros. Por isso, ele tem sempre quatro na bagagem. No último Ceará Music, festival que aconteceu em Fortaleza este mês, o vocalista do Detonautas Roque Clube abriu sua mala e disse que leu Bicho Solto, Crônicas de Um Amor Louco, 102 Minutos e O Deus Que Nunca Existiu, todos ao mesmo tempo. “Não me confundo porque são gêneros diferentes: filosofia, documentário, biografia e crônica”, conta o roqueiro.

    Gabriel O Pensador tem uma mania engraçada: “Levo meu próprio travesseiro, que uso na cama, no ônibus e no avião.

    Livros e bichos Kelly Key investe em novos projetos entre um show e outro. Matriculada na faculdade de veterinária, ela carrega livros e sua coleção de CD-Rom sobre o mundo dos animais. “Começo a faculdade no ano que vem e, no hotel, uso o tempo para estudar sobre cachorro, cavalo, todos bichinhos que adoro”, diz Kelly.

    Dudu Nobre anda pra lá e pra cá com um laptop. A sua vontade de escrever um livro tem superado a de tocar cavaco nas horas vagas. “Já tenho o esboço de um romance que não tem nada a ver com samba”, adianta.

    A galera do Skank não sai de Minas Gerais sem ter na bagagem uma cafeteira importada, xícaras e café em pó. “A gente adora café expresso e pede pão de queijo para acompanhar”, diz o tecladista Henrique Portugal.

    Enquanto isso, Latino, para não sentir saudade da comida caseira, quando viaja de carro ou ônibus leva feijão. “É difícil ter feijão nos cardápios. Levo pronto e congelado. Guardo na cozinha do hotel”, conta Latino.

    Guitarra toda hora Não contente só com o palco, Bianca Jhordão, da banda Leela, leva um miniamplificador para o quarto: “Prefiro tocar guitarra a ver TV e ainda posso estudar”.

    Nas horas vagas, o melhor amigo de Badauí, vocalista do CPM22, é o videogame: “Ligo o Playstation na TV do quarto do hotel e jogo com o resto da banda”. Para sentir o cheirinho da sua casa, Fantine, do Rouge, carrega incensos: “Levo vários e a cada hora acendo um. Assim, o quarto do hotel fica com meu cheiro”.

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