O programador de software Marcos Batista Silva, 24, saiu cedo de Samambaia só para ver o filme. O mesmo fez o estudante de Computação Bruno Guedes, 19, da Asa Norte, e o analista de suporte Daniel Sobral, 32, do Lago Norte. Ansiosos, chegaram cedo ao Pier 21, descolaram bons lugares e rezaram. Não queriam se decepcionar. Os três (cada um em um canto do cinema) eram parte da multidão de fanáticos que compraram o ingresso antecipado.
“O primeiro filme deu a idéia do mundo real e virtual. O segundo serviu de introdução para o terceiro, que foi fera. Acabou como tinha de acabar”, explicava Marcos, com camiseta de Matrix e que assistiu nova sessão à noite, com a mulher. “O primeiro foi chocante. O segundo deixou desejo de quero mais. O melhor de Revolutions é a surpresa”, dizia Bruno, com uma camisa que destacava a frase “I love Trinity”. “Matrix criou estilo. A continuação não foi tão original”, completava Daniel, no escurinho do cinema, com óculos “Matrix de ser”.
No meio de tantos fãs, eles eram pura excitação. Não tinham vergonha de gritar a cada cena de ação ou efeito especial, gargalhar com diálogos muitas vezes espirituosos e chorar nos momentos trágicos da trama. No fim das duas horas de projeção, enquanto esperavam os créditos, restava-lhes somente a típica alegria de fãs. Justamente o que eles são. Com orgulho.