Alberto Nepomuceno, Almeida Prado e Heitor Villa-Lobos tocados pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. O Concerto Sinfônico, que será apresentado hoje, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, vai valorizar os compositores brasileiros e privilegiar esse repertório clássico. A entrada é franca.
De acordo com o diretor executivo da Orquestra Sinfônica, o maestro Cláudio Cohen, os concertos sempre têm autores brasileiros no repertório. “É uma homenagem a esses três grandes nomes da música erudita. As pessoas devem valorizar os compositores do Brasil”, afirma.
A apresentação se inicia com O Garatuja, de Alberto Nepomuceno, considerado o pai da canção de câmara brasileira. A comédia lírica, baseada na obra homônima de José de Alencar, é considerada a primeira ópera verdadeiramente brasileira no que diz respeito à música, ambientação e utilização da língua portuguesa.
Depois, a orquestra executa Fantasia para Violino e Orquestra, de Alemida Prado. A violinista Constanza Prado, filha do compositor, será solista. Prado é fundador do Instituto de Música da Unicamp.
Para encerrar o concerto, a obra do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, Bachianas nº 7. Autodidata, Villa-Lobos viajou pelo interior do Brasil pesquisando o folclore e entrando em contato com ritmos diferentes do que sempre ouvia, como modas caipiras e tocadores de viola.
Apesar do concerto ser de obras três compositores do sexo masculino, da regência à solista todas são mulheres. A maestrina será Cláudia Feres. A violinista Kátia Pinheiro atuará como spalla da noite. “É um toque feminino no concerto. Um momento importante, onde elas tocam grandes obras de Nepomuceno, Prado e Villa-Lobos”, conclui Cláudio.