A pizza pode ser encontrada em praticamente todos os lugares do mundo. Ela se tornou, nos últimos 15 anos, um dos carros-chefes das lojas de conveniência e fast food, com pizzarias em quase todos os lugares. De modestas origens quando era vendida nas ruas de Nápoles, a pizza cresceu para tornar-se uma maneira sofisticada de comer uma riqueza de ingredientes deliciosos, desde a simples combinação de tomate e queijo, assada com ervas frescas e azeite de oliva, até as exóticas, de mariscos, verduras e condimentos orientais.
Em Nápoles, num verão por volta do fim de 1800, a Rainha Margherita de Sabóia morava com a sua família no parque de Capodimonte (Itália). Ela ouvira falar muito sobre a pizza e decidiu experimentá-la. O pizzaiolo local foi convocado e servir-lhe pizza com um recheio que acabara de inventar.
Daquela época em diante, a pizza de molho de tomate, queijo, muzzarela e manjericão fresco é conhecida como pizza Margherita. Até aquela época, a pizza era vendida nas ruas para as pessoas do povo, no café da manhã, almoço e jantar. Era assada em uma fôrma grande, no forno do padeiro, e cortada em fatias, com um recheio simples de cogumelos e anchovas.
À medida que se tornou mais popular, erguiam-se barracas onde a massa tinha o formato que o cliente pedia. Vários recheios foram inventados, inclusive o tomate que chegara no Novo Mundo. Este hábito cresceu e contribuiu para a abertura da pizzaria, um local a céu aberto onde as pessoas se reuniam para comer, beber e conversar. Isto logo se transformou na pizzaria que temos hoje, que goza de tanta popularidade, embora o sabor de uma pizza feita, assada e degustada ao ar livre seja imbatível.
A massa básica da pizza é assada em outros países do Mediterrâneo há muito tempo. Os franceses têm a sua própria receita de “Pissaladière”; nos países do Oriente Médio há o pão “pitta” e a Espanha usa a massa com recheios deliciosos e picantes. Até mesmo na longínqua China, a mesma massa é cozida no vapor e servida como petiscos recheados individuais.