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ONG investe em pesquisa no DF

Arquivo Geral

05/06/2004 0h00

Boa notícia para a saúde de Brasília: o Hospital Daher, no Lago Sul, acaba de firmar parceria com a Fundação Sul-Americana para o Desenvolvimento de Novas Drogas, uma organização não-governamental com sede em Porto Alegre (RS), para desenvolver três áreas: o atendimento aos pacientes, a pesquisa de novos medicamentos e o treinamento de profissionais.

O oncologista gaúcho Gilberto Schwartzmann, presidente da Fundação, ressalta a importância da parceria: “Para nós, quanto mais centros nos ajudarem, melhor será o desenvolvimento do trabalho”. Para o doutor José Daher, diretor do hospital, a iniciativa possibilitará que os brasilienses convivam com o que existe de mais avançado na tecnologia mundial. “Teremos a melhor mão-de-obra e estaremos ligados aos centros mais importantes do Brasil e do mundo”, analisa ele. Passam a trabalhar no Daher os especialistas em oncologia Paula Pohlmann e Maurício Colares, para coordenar o trabalho.

Em Porto Alegre, onde foi fundada há 11 anos, a Fundação tem em andamento mais de 20 estudos para o tratamento de diversos tipos de câncer. “Durante esse tempo, atendemos mais de mil pacientes com tumores avançados e participamos de estudos mundiais que contribuíram para o tratamento do câncer”, afirma Schwartzmann, membro da Academia Nacional de Medicina, membro do comitê científico da Associação Americana de Oncologia Clínica, especialista em oncologia pela Universidade de Londres, PhD em oncologia pela Universidade Livre de Amsterdã, pós-doutor pelo Instituto Hospital do Câncer dos Estados Unidos e professor de oncologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Alguns exemplos são o Taxol (hoje usado largamente no tratamento de câncer de mama, ovário e pulmão) e Decitabina, recomendada para pacientes com um tipo específico de leucemia.

No Rio Grande do Sul, a ONG é mantida por empresas privadas, como Azaléia e Gerdau, e atende pacientes de todas as classes sociais. Em Brasília, o convênio com o SUS ainda está em fase de negociação.

O resultado prático disso tudo é que, a partir de agora, pacientes de Brasília terão a chance de participar dos estudos mais promissores desenvolvidos na Fundação. Um deles é o que estuda os anticorpos monoclonais, proteínas produzidas artificialmente para o tratamento dos tumores. Sua principal diferença em relação à quimioterapia é a forma como eles agem. “Os anticorpos monoclonais atuam de forma seletiva, diretamente no tumor, e sua toxicidade é menor. Assim, reduzimos os efeitos colaterais no paciente”, explica Schwartzmann.

O oncologista participa até segunda-feira do Congresso Anual da Associação Americana de Oncologia Clínica, em New Orleans, nos Estados Unidos. De lá trará outras novidades. “A maior expectativa é em relação ao estudo que comprova a eficácia de um novo medicamento no tratamento de câncer de próstata, o Taxoter”, adianta.

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    Arquivo Geral

    05/06/2004 0h00

    Boa notícia para a saúde de Brasília: o Hospital Daher, no Lago Sul, acaba de firmar parceria com a Fundação Sul-Americana para o Desenvolvimento de Novas Drogas, uma organização não-governamental com sede em Porto Alegre (RS), para desenvolver três áreas: o atendimento aos pacientes, a pesquisa de novos medicamentos e o treinamento de profissionais.

    O oncologista gaúcho Gilberto Schwartzmann, presidente da Fundação, ressalta a importância da parceria: “Para nós, quanto mais centros nos ajudarem, melhor será o desenvolvimento do trabalho”. Para o doutor José Daher, diretor do hospital, a iniciativa possibilitará que os brasilienses convivam com o que existe de mais avançado na tecnologia mundial. “Teremos a melhor mão-de-obra e estaremos ligados aos centros mais importantes do Brasil e do mundo”, analisa ele. Passam a trabalhar no Daher os especialistas em oncologia Paula Pohlmann e Maurício Colares, para coordenar o trabalho.

    Em Porto Alegre, onde foi fundada há 11 anos, a Fundação tem em andamento mais de 20 estudos para o tratamento de diversos tipos de câncer. “Durante esse tempo, atendemos mais de mil pacientes com tumores avançados e participamos de estudos mundiais que contribuíram para o tratamento do câncer”, afirma Schwartzmann, membro da Academia Nacional de Medicina, membro do comitê científico da Associação Americana de Oncologia Clínica, especialista em oncologia pela Universidade de Londres, PhD em oncologia pela Universidade Livre de Amsterdã, pós-doutor pelo Instituto Hospital do Câncer dos Estados Unidos e professor de oncologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

    Alguns exemplos são o Taxol (hoje usado largamente no tratamento de câncer de mama, ovário e pulmão) e Decitabina, recomendada para pacientes com um tipo específico de leucemia.

    No Rio Grande do Sul, a ONG é mantida por empresas privadas, como Azaléia e Gerdau, e atende pacientes de todas as classes sociais. Em Brasília, o convênio com o SUS ainda está em fase de negociação.

    O resultado prático disso tudo é que, a partir de agora, pacientes de Brasília terão a chance de participar dos estudos mais promissores desenvolvidos na Fundação. Um deles é o que estuda os anticorpos monoclonais, proteínas produzidas artificialmente para o tratamento dos tumores. Sua principal diferença em relação à quimioterapia é a forma como eles agem. “Os anticorpos monoclonais atuam de forma seletiva, diretamente no tumor, e sua toxicidade é menor. Assim, reduzimos os efeitos colaterais no paciente”, explica Schwartzmann.

    O oncologista participa até segunda-feira do Congresso Anual da Associação Americana de Oncologia Clínica, em New Orleans, nos Estados Unidos. De lá trará outras novidades. “A maior expectativa é em relação ao estudo que comprova a eficácia de um novo medicamento no tratamento de câncer de próstata, o Taxoter”, adianta.

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