Agora é que nós vamos ver quem tem mais “garrafa vazia para vender”. Todas as grandes redes pretendem disputar intensamente o mercado das novelas, embora se reconheça que nada deve mudar em curto prazo. Por um bom tempo ainda, a reconhecidamente forte estrutura da Rede Globo deve continuar conferindo a ela a liderança absoluta neste campo, mas é bom verificar essa movimentação de todas as outras emissoras. Se tudo for levado a bom termo, em alguns meses, o telespectador poderá ter novas e diferentes opções, bem ao contrário do tímido panorama atual. É certo que o SBT vai investir em novas realizações. São muito boas as possibilidades de se colocar em prática o plano de duas produções nacionais. O mesmo pode-se afirmar com relação à Record, que, além dessa faixa das 19 h, promete a abertura de um outro, às nove da noite, começando com uma história de Lauro César Muniz. Por último vem a Bandeirantes, que já tinha a novela juvenil Floribella e agora, a partir da contratação de Herval Rossano, revela o interesse de aumentar ainda mais o seu ritmo de produção. Para o mercado, repito, não tem coisa melhor. Só um detalhe: a falta de novos e melhores autores. O trabalho de renovação, na ordem que se deseja, nunca foi realizado, e este pode ser um sério problema a ser contornado nos próximos tempos. Temos bons diretores. Temos excelentes atores. Não temos autores. A oferta, fatalmente, será maior que a procura.