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Obsessão por corpo perfeito afeta a saúde

Arquivo Geral

09/07/2004 0h00

Não há como negar: uma das principais causas de estresse e ansiedade nos dias de hoje é a obsessão em relação à aparência. A cada ano, aumenta o número de vítimas de distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia, e da obesidade. Também cresce assustadoramente o número de pessoas apenas infelizes – frustradas porque, apesar de estarem saudáveis, não atingem o padrão de beleza que a sociedade tem exigido delas.

Para fugir da paranóia pela perfeição, não tem outro jeito: é preciso usar a cabeça e colocar o senso crítico para funcionar. “As pessoas se relacionam com um ideal do eu e não com o próprio eu. Nesse sentido, podem chegar a algo patológico, pois, ao se relacionarem com o corpo, estão usando como referência modelos externos e estereotipados”, afirma a psicóloga Dulce Barros. E acrescenta: “Com o agravante de que esses modelos estão completamente deslocados da realidade”.

Como exemplo, a psicóloga cita as fotografias utilizadas em revistas femininas: “Nessas revistas, estão garotas, às vezes menores de idade, muito produzidas, que têm a aparência de alguém próximo dos 30 anos, mas que na verdade são ninfetas. O padrão de beleza fica distorcido”.

Embora a definição do “belo” seja ainda um mistério para o ser humano, a beleza e seus padrões acompanham a humanidade desde o começo dos tempos e, em geral, estão associados aos símbolos de poder e riqueza: no Renascimento, por exemplo, época em que comer era um luxo, as mulheres consideradas bonitas eram as mais gordas. Mas, como nota Dulce, “o que se observa, principalmente nesses últimos dez anos, é uma verdadeira lavagem cerebral promovida por uma indústria que lucra com a obsessão das pessoas: nunca se comeu tanto nem nunca se perseguiu tanto a magreza quanto hoje.”

Em meio a tantas contradições e exigências, fica difícil evitar a ansiedade, mas, de acordo com Dulce, uma coisa é certa: se você não está satisfeito com a sua aparência, antes de tomar atitudes drásticas observe com cuidado quais são as suas reais necessidades e quais as necessidades que a sociedade de consumo quer impor a você.

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    09/07/2004 0h00

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    Para fugir da paranóia pela perfeição, não tem outro jeito: é preciso usar a cabeça e colocar o senso crítico para funcionar. “As pessoas se relacionam com um ideal do eu e não com o próprio eu. Nesse sentido, podem chegar a algo patológico, pois, ao se relacionarem com o corpo, estão usando como referência modelos externos e estereotipados”, afirma a psicóloga Dulce Barros. E acrescenta: “Com o agravante de que esses modelos estão completamente deslocados da realidade”.

    Como exemplo, a psicóloga cita as fotografias utilizadas em revistas femininas: “Nessas revistas, estão garotas, às vezes menores de idade, muito produzidas, que têm a aparência de alguém próximo dos 30 anos, mas que na verdade são ninfetas. O padrão de beleza fica distorcido”.

    Embora a definição do “belo” seja ainda um mistério para o ser humano, a beleza e seus padrões acompanham a humanidade desde o começo dos tempos e, em geral, estão associados aos símbolos de poder e riqueza: no Renascimento, por exemplo, época em que comer era um luxo, as mulheres consideradas bonitas eram as mais gordas. Mas, como nota Dulce, “o que se observa, principalmente nesses últimos dez anos, é uma verdadeira lavagem cerebral promovida por uma indústria que lucra com a obsessão das pessoas: nunca se comeu tanto nem nunca se perseguiu tanto a magreza quanto hoje.”

    Em meio a tantas contradições e exigências, fica difícil evitar a ansiedade, mas, de acordo com Dulce, uma coisa é certa: se você não está satisfeito com a sua aparência, antes de tomar atitudes drásticas observe com cuidado quais são as suas reais necessidades e quais as necessidades que a sociedade de consumo quer impor a você.

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