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Observações necessárias

Arquivo Geral

10/02/2006 0h00

Ninguém deve negar as qualidades da minissérie JK, mas também não pode ignorar os seus defeitos. Há um grande engano na composição do Carlos Lacerda. Ele não era careteiro e não expressava ódio. Pelo contrário, falava com voz bonita, era envolvente, enérgico, às vezes usava de muito bom humor e colocava as palavras corretamente. Ficou para a história, por exemplo, um determinado debate com Ivete Vargas. Ela disse: “Vossa excelência é um purgante”, ao que ele imediatamente respondeu: “E vossa excelência o efeito”. Lacerda tomou aulas de dicção com a professora Esther Leão, que foi a primeira grande fonoaudióloga brasileira. O seu jeito de se colocar e se expressar era algo que impressionava até mesmo os seus principais adversários. Não tinha quase nada do que o ator José de Abreu está tentando apresentar no tipo montado para a minissérie, onde o seu Lacerda sempre aparece de mal com a vida, fazendo caretas e falando com ódio. Algo que nada corresponde com a história. E duas outras observações: na passagem de tempo, com a troca de Débora Falabella por Marília Pêra, verifica-se que dona Sarah, depois de adulta, cresceu muitos centímetros; e, o JK do José Wilker aparece sempre fechando os olhos e forçando um sorriso. O ex-presidente, como bom político, era bem-humorado e sorridente, mas não ria o tempo todo.

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