De amanhã a 14 de dezembro, a segunda edição do Festival do Teatro Brasileiro, promovido pela Poupança da Caixa e Alecrim Produções, traz para o Distrito Federal a diversidade da cultura pernambucana. A primeira apresentação do festival é gratuita, hoje para alunos da rede pública.
Serão oito espetáculos vindos de Pernambuco (um de dança e sete de dramaturgia) e cinco apresentações de frevo e maracatu dos núcleos do DF, que ocorrerão no Teatro do Conjunto Cultural da Caixa, Conjunto Cultural do Sesi de Taguatinga, Universidade de Brasília, Torre de Tevê e na Feira da Ceilândia.
Além das apresentações, a produção do festival vai promover gratuitamente quatro oficinas de qualificação profissional nas áreas de teatro e dança. As oficinas são direcionadas para atores e bailarinos do DF, sendo que três delas ocorrerão em Brasília e uma em Taguatinga. Os interessados em participar das oficinas devem telefonar para 347-1400 para obter informações.
Uma palestra sobre o Estado de Pernambuco e duas apresentações gratuitas para alunos da rede pública de ensino também estão na programação do evento. De acordo com o produtor da Alecrim, Sérgio Bacelar, o projeto visa trazer três gerações de teatro pernambucano. “Esse tipo de projeto busca trazer para a capital o que está acontecendo em termos culturais em Pernambuco. É uma forma de divulgar o trabalho daquele estado que é tão rico e diversificado”, diz.
A expectativa da produção do evento é grande. Para representar a cultura popular pernambucana durante os espetáculos, foram selecionados seis grupos de dança e teatro, que escolheram obras de grandes autores, como Ariano Suassuna, Guimarães Rosa e Frederico Garcia Lorca.
O grupo Grial de Dança fará três coreografias de dança que buscam equilibrar a arte erudita e a tradição popular. As apresentações teatrais serão as seguintes: Ditirambos, Mamulengo Só-Riso, Festança, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, O Terceiro Dia, 2 em 1, Guiomar Filha da…
Ao final de alguns espetáculos, os grupos de teatro convidarão o público para um bate-papo de 30 minutos. “É uma forma da platéia interagir com o grupo. Percebemos que o público necessita de informação”, explica Bacelar. A arrecadação obtida com a venda dos ingressos será revertida para o Programa Fome Zero.