Hoje tem estréia teatral de peso na Sala Funarte. É a peça Qualquer Gato Vira-lata tem uma vida Sexual Mais Sadia que a Nossa, cujo texto é de Juca de Oliveira e a direção, de Bibi Ferreira.
Há seis anos em cartaz, o espetáculo já foi visto por 700 mil pessoas em quase 900 apresentações e estréia em Brasília com Guiseppe Oristânio, Cássio Reis e Fabiana Alvarez no elenco.
“Juca de Oliveira escreveu esse texto premiado sob inspiração dos problemas amorosos da filha”, explica Giuseppe Oristânio. A história gira em torno de uma jovem que não consegue ter sucesso nos relacionamentos. Um dia, desesperada, sai da aula na universidade e entra em um auditório para espairecer. Lá está um professor de Biologia, proferindo uma palestra.
“Esse encontro muda a vida dela porque ela passa a ver suas dificuldades como distúrbios da natureza. É muito engraçado”, explica Giuseppe, que interpreta o professor.
A idéia do texto surgiu porque Juca não entendia o motivo de sua filha agir sempre impulsivamente. Morador do campo, ele começou a observar as fêmeas dos animais da região e percebeu que só os seres humanos são assim.
“A teoria do professor, que na verdade é a do Juca, é de que os problemas de relacionamentos não têm origem social, e sim, biológica”, completa o ator. “Depois dessa observação, Juca concluiu que se as mulheres se comportassem como as fêmeas, as relações seriam mais amistosas”, conta.
Entre os conselhos do professor, a jovem ouve que não deve atender ao telefone no primeiro toque, que não deve vestir-se de forma vulgar, entre outros. “A platéia se identifica com o texto, porque todo mundo que já se apaixonou comete umas bobeiras dessas”, afirma Giuseppe. “É uma hora e meia de muita diversão”, garante o ator.