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O retorno do genial inspetor intuitivo

Arquivo Geral

11/11/2004 0h00

Na década de 80, o mundo policial na cabeça dos leitores brasileiros desse gênero de literatura, era dominado por dois personagens clássicos, saídos da mente criativa da inglesa Agatha Christie, o Inspetor Poirot e a simpática velhinha com mania de investigação, Miss Marple. Este monopólio intelectual foi quebrado por um outro inspetor, tão ou mais genial quanto aqueles dois, Maigret.

O funcionário da polícia judiciária francesa é uma criação do belga Georges Simenon (1903-1989) que está sendo resgatado pela coleção L&PM Pocket da mesma editora que apresentou o personagem ao público brasileiro nos anos 80, Nova Fronteira. Em um formato delicioso e atrativo, esta é uma bela oportunidade de Maigret conquistar novos corações e mentes.

A Fúria de Maigret e O Enforcado são os sextos e sétimos livros lançados pela coleção. Nos dois, Simenon, um profícuo homem de letras que escreveu mais de quatrocentas obras, mantém uma regularidade de estilo, elegância e perspicácia que sempre marcaram toda a longa série em que o seu famoso inspetor protagoniza.

Para quem não conhece, Maigret é um policial pacato de mais de 50 anos, que vive com sua dedicada e paciente esposa num tranqüilo bairro parisiense, e que, entre um e outro trabalho burocrático, comanda investigações de casos intrigantes e, à principio, insolúveis.

Com seus indefectíveis sobretudo e cachimbo, que eternizaram o personagem, Maigret não segue um método exatamente racional. Para resolver grande parte de seus casos, ele usa a intuição e uma profunda análise psicológica. E é essa intuitividade, somada à argúcia, uma das melhores e mais interessantes marcas do personagem.

Essas características são exploradas, aí sim racionalmente, por Simenon, um mestre em manipular as situações em que se encontram os personagens, com descrições psicológicas e ambientais extremamente hábeis e hipnóticas, exigências, aliás, do bom leitor de policiais.

A simplicidade e intuitividade estão bem presentes em A Fúria de Maigret, onde o inspetor desvenda um crime brutal, e com características bem diferentes do que o investigador estava acostumado a ver. E também em O Enforcado, em que Maigret tenta em uma viagem de trem surpreender um suspeito trocando a valise que aquele carregava. O suicídio leva o herói à confraria misteriosa dos Cavaleiros do Apocalipse.

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    O funcionário da polícia judiciária francesa é uma criação do belga Georges Simenon (1903-1989) que está sendo resgatado pela coleção L&PM Pocket da mesma editora que apresentou o personagem ao público brasileiro nos anos 80, Nova Fronteira. Em um formato delicioso e atrativo, esta é uma bela oportunidade de Maigret conquistar novos corações e mentes.

    A Fúria de Maigret e O Enforcado são os sextos e sétimos livros lançados pela coleção. Nos dois, Simenon, um profícuo homem de letras que escreveu mais de quatrocentas obras, mantém uma regularidade de estilo, elegância e perspicácia que sempre marcaram toda a longa série em que o seu famoso inspetor protagoniza.

    Para quem não conhece, Maigret é um policial pacato de mais de 50 anos, que vive com sua dedicada e paciente esposa num tranqüilo bairro parisiense, e que, entre um e outro trabalho burocrático, comanda investigações de casos intrigantes e, à principio, insolúveis.

    Com seus indefectíveis sobretudo e cachimbo, que eternizaram o personagem, Maigret não segue um método exatamente racional. Para resolver grande parte de seus casos, ele usa a intuição e uma profunda análise psicológica. E é essa intuitividade, somada à argúcia, uma das melhores e mais interessantes marcas do personagem.

    Essas características são exploradas, aí sim racionalmente, por Simenon, um mestre em manipular as situações em que se encontram os personagens, com descrições psicológicas e ambientais extremamente hábeis e hipnóticas, exigências, aliás, do bom leitor de policiais.

    A simplicidade e intuitividade estão bem presentes em A Fúria de Maigret, onde o inspetor desvenda um crime brutal, e com características bem diferentes do que o investigador estava acostumado a ver. E também em O Enforcado, em que Maigret tenta em uma viagem de trem surpreender um suspeito trocando a valise que aquele carregava. O suicídio leva o herói à confraria misteriosa dos Cavaleiros do Apocalipse.

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