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O Rappa agita o Nilson Nelson

Arquivo Geral

02/12/2005 0h00

Há dois anos, o produtor musical Tom Capone (morto num acidente de moto em Los Angeles, em 2004) sugeriu ao grupo carioca O Rappa que inovasse no estilo acústico: trocasse o tradicional banquinho e violão por um som eletrônico e mais pesado. O resultado está no CD e DVD O Rappa Acústico MTV, que em apenas um mês já ganhou Disco de Platina (mais de cem mil cópias vendidas). O grupo traz para Brasília o show da turnê, amanhã, às 21h, no Ginásio Nilson Nelson.

Falcão (vocais), Xandão (guitarra), Marcelo Lobato (bateria) e Lauro (baixo) deram às músicas do grupo um arranjo diferente. “O Rappa sempre primou por discos autorais, e essa idéia do acústico, feita pelo Tom, estava dentro da proposta do grupo. Por isso deu certo. É um trabalho acústico e elétrico”, definiu o baixista Lauro, em entrevista ao Jornal de Brasília.

Depois do sucesso do CD anterior (O Silêncio que Precede o Esporro, que vendeu 260 mil cópias), O Rappa quis aproveitar o bom momento da carreira para lançar o acústico. “Seria óbvio fazer um acústico num momento que o grupo estivesse caindo. Nós agimos diferente, optamos por agora por estarmos em evolução e bem unidos”, diz o baixista. “Os cantores muitas vezes fazem quando a carreira está desgastada, nós escolhemos o melhor momento”, acrescenta.

O repertório traz arranjos diferentes para sucessos como Brixton, Bronx ou Baixada, Homem Amarelo, Rodo Cotidiano e também novas leituras para o Silêncio Q Precede o Esporro, como em O Salto e Reza Vela. O show apresenta ainda as novas canções, entre elas Na Frente do Reto, que já toca nas rádios, e Não Perca as Crianças de Vista.

O principal objetivo do grupo ao escolher fazer um CD acústico foi sair do convencional. Entre as guitarras, bateria e baixo, tem um instrumento diferente: um gramofone. Bandolins, craviolas, violas caipiras, instrumentos indianos e uma série de sons de campanhias fazem parte da sonoridade de algumas canções. “Conseguimos fazer um acústico com a indústria brasileira, investindo na nossa nacionalidade”, diz Lauro. Na percussão, músicos do grupo carioca Afroreggae ajudam no som. O CD teve direção do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. “É muito importante buscar elementos de fora para dar características diferentes ao produto final. E o Miranda foi essencial, acompanhou a gente dia após dia no estúdio”, lembra o baixista.

O sucesso inicial do trabalho acústico deu um gás para o grupo. “O público entendeu essa nossa forma de fazer nossos álbuns, com sonoridade própria”, diz Lauro. Para o baixista, o Rappa é uma família e a união é responsável pelo bom momento que estão vivendo. Com uma equipe de 21 pessoas, entre técnicos e músicos, o bom relacionamento é importante para o desenvolvimento musical, afinal, são 12 anos juntos. “Nós somos nada mais nada menos que uma banda de amigos querendo fazer um som”, define.

O momento difícil foi a saída de Marcelo Yuka, após um acidente em que foi baleado. Segundo Lauro, a união fez com que o grupo conseguisse seguir em frente. “Temos carinho, compreensão e respeito em cada um de nós, e isso se reflete no que a gente mais gosta de fazer, que é estar em cima do palco, apresentando nosso show”, avalia.

serviço

O Rappa – Show de lançamento do CD Acústico MTV. Amanhã, às 21h, no Ginásio Nilson Nelson. Ingressos a R$ 30 (inteira, arquibancada), R$ 50 (inteira, pista), R$ 80 (inteira, Vip palco). Pontos de venda: Academia Status (106 Norte) e Discoteca 2001

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    02/12/2005 0h00

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    Falcão (vocais), Xandão (guitarra), Marcelo Lobato (bateria) e Lauro (baixo) deram às músicas do grupo um arranjo diferente. “O Rappa sempre primou por discos autorais, e essa idéia do acústico, feita pelo Tom, estava dentro da proposta do grupo. Por isso deu certo. É um trabalho acústico e elétrico”, definiu o baixista Lauro, em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Depois do sucesso do CD anterior (O Silêncio que Precede o Esporro, que vendeu 260 mil cópias), O Rappa quis aproveitar o bom momento da carreira para lançar o acústico. “Seria óbvio fazer um acústico num momento que o grupo estivesse caindo. Nós agimos diferente, optamos por agora por estarmos em evolução e bem unidos”, diz o baixista. “Os cantores muitas vezes fazem quando a carreira está desgastada, nós escolhemos o melhor momento”, acrescenta.

    O repertório traz arranjos diferentes para sucessos como Brixton, Bronx ou Baixada, Homem Amarelo, Rodo Cotidiano e também novas leituras para o Silêncio Q Precede o Esporro, como em O Salto e Reza Vela. O show apresenta ainda as novas canções, entre elas Na Frente do Reto, que já toca nas rádios, e Não Perca as Crianças de Vista.

    O principal objetivo do grupo ao escolher fazer um CD acústico foi sair do convencional. Entre as guitarras, bateria e baixo, tem um instrumento diferente: um gramofone. Bandolins, craviolas, violas caipiras, instrumentos indianos e uma série de sons de campanhias fazem parte da sonoridade de algumas canções. “Conseguimos fazer um acústico com a indústria brasileira, investindo na nossa nacionalidade”, diz Lauro. Na percussão, músicos do grupo carioca Afroreggae ajudam no som. O CD teve direção do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. “É muito importante buscar elementos de fora para dar características diferentes ao produto final. E o Miranda foi essencial, acompanhou a gente dia após dia no estúdio”, lembra o baixista.

    O sucesso inicial do trabalho acústico deu um gás para o grupo. “O público entendeu essa nossa forma de fazer nossos álbuns, com sonoridade própria”, diz Lauro. Para o baixista, o Rappa é uma família e a união é responsável pelo bom momento que estão vivendo. Com uma equipe de 21 pessoas, entre técnicos e músicos, o bom relacionamento é importante para o desenvolvimento musical, afinal, são 12 anos juntos. “Nós somos nada mais nada menos que uma banda de amigos querendo fazer um som”, define.

    O momento difícil foi a saída de Marcelo Yuka, após um acidente em que foi baleado. Segundo Lauro, a união fez com que o grupo conseguisse seguir em frente. “Temos carinho, compreensão e respeito em cada um de nós, e isso se reflete no que a gente mais gosta de fazer, que é estar em cima do palco, apresentando nosso show”, avalia.

    serviço

    O Rappa – Show de lançamento do CD Acústico MTV. Amanhã, às 21h, no Ginásio Nilson Nelson. Ingressos a R$ 30 (inteira, arquibancada), R$ 50 (inteira, pista), R$ 80 (inteira, Vip palco). Pontos de venda: Academia Status (106 Norte) e Discoteca 2001

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