Dia desses, em São Paulo, informalmente, um grupo de importantes homens da propaganda brasileira discutia a televisão brasileira como um todo, e a rede de Sílvio Santos de forma especial. Na verdade, todos têm um palpite, desconfiam, mas ninguém sabe com exatidão o que realmente ocorre com o SBT e qual será o final de tudo isso. No entender desse grupo, é preciso respeitar Sílvio Santos como o consagrado apresentador que é, como também se deve reconhecer o seu valor no campo dos negócios. É um homem vitorioso. Ainda hoje, à frente de um auditório, ele é imbatível. Quando quer e está realmente disposto, não tem pra ninguém. Outra das suas virtudes, talvez a maior delas, é que poucos neste País aprenderam a ganhar dinheiro como ele. O seu lado como diretor de televisão é que é complicado demais. As diversas atitudes tomadas, principalmente nesses dois últimos anos, deixam todos completamente perplexos. Ninguém consegue descobrir quais são os seus verdadeiros objetivos, até porque dentro da Anhanguera, nos dias atuais, nada tem prazo de validade. O que vale hoje, amanhã pode deixar de existir. É difícil conviver com isso. O preço que a emissora está pagando por esse processo de reestruturação atinge números assustadores, coisa que os seus diretores afirmam estar absolutamente sob controle. Resta saber com quem ficará o prejuízo futuro. Uma parte do público já trocou o SBT por opções oferecidas pela concorrência, e o mesmo começa a acontecer com os grandes anunciantes. Curiosamente, como este grupo da propaganda, todos estão preocupados com o SBT. Menos, ao que parece, o seu sempre sorridente proprietário.