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O que ocorre nos corredores da Justiça?

Arquivo Geral

24/09/2004 0h00

Mais uma produção nacional estréia hoje nos cinemas de Brasília, mas dessa vez em forma de documentário. É justiça, assim mesmo, com letra minúscula, da cineasta brasiliense Maria Augusta Ramos. A realidade do que ocorre nos tribunais e no sistema carcerário é o tema do longa.

O trabalho de pesquisa para a execução do projeto durou dois meses. Durante esse tempo, Maria Augusta visitou o Fórum do Rio de Janeiro, acompanhou o dia-a-dia do local e conheceu vários de seus futuros “personagens”. “A sugestão de filmar o sistema judiciário veio de uma amiga. Gostei porque, com ele, conseguiria executar minha proposta: mostrar a tensão urbana da sociedade brasileira sem cair nos estereótipos”, explica Maria Augusta. Para ela “o judiciário é um espelho da sociedade, um microcosmos onde convivem diferentes classes.”A proposta da diretora é ainda retratar contrastes que chegam a passar despercebidos do nosso cotidiano, como uma cena de diálogo entre um réu e um juiz. “É o rico e o pobre. O culto e o ignorante. Eles não falam a mesma língua. Um está no centro e o outro à margem da sociedade”, conta.

A fórmula escolhida por Maria Augusta para filmar foi usar a câmera como um elemento quase invisível. O resultado é que ela passa para o público exatamente tudo aquilo que descobriu (e que a surpreendeu) ao se aproximar do mundo da Justiça. O desenho da sala, os corredores do fórum, o discurso, os códigos, as posturas – todos os detalhes ganham relevância.

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    O trabalho de pesquisa para a execução do projeto durou dois meses. Durante esse tempo, Maria Augusta visitou o Fórum do Rio de Janeiro, acompanhou o dia-a-dia do local e conheceu vários de seus futuros “personagens”. “A sugestão de filmar o sistema judiciário veio de uma amiga. Gostei porque, com ele, conseguiria executar minha proposta: mostrar a tensão urbana da sociedade brasileira sem cair nos estereótipos”, explica Maria Augusta. Para ela “o judiciário é um espelho da sociedade, um microcosmos onde convivem diferentes classes.”A proposta da diretora é ainda retratar contrastes que chegam a passar despercebidos do nosso cotidiano, como uma cena de diálogo entre um réu e um juiz. “É o rico e o pobre. O culto e o ignorante. Eles não falam a mesma língua. Um está no centro e o outro à margem da sociedade”, conta.

    A fórmula escolhida por Maria Augusta para filmar foi usar a câmera como um elemento quase invisível. O resultado é que ela passa para o público exatamente tudo aquilo que descobriu (e que a surpreendeu) ao se aproximar do mundo da Justiça. O desenho da sala, os corredores do fórum, o discurso, os códigos, as posturas – todos os detalhes ganham relevância.

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