A pianista norte-americana Diana Krall, que surgiu como grande ícone do jazz pop no início dos anos 90, está de volta com The Girl in the Other Room. É o 18º registro de uma carreira bem-sucedida, mas que estacionou na igualdade dos trabalhos anteriores. Não há o que se esperar do novo álbum de Diana Krall.
O carro-chefe deste disco é Temptation, regravação da canção de Tom Waits, um músico versátil que é muito amigo do marido de Diane, o roqueiro Elvis Costelo. Aliás, o dedo de Costelo está em sete das 14 faixas deste novo álbum, no que parece celebrar uma lua-de-mel na música. Ele escreveu as letras e Diane as músicas na faixa-título e em outras cinco baladas: I’ve Changed My Adress, Narrow Daylight, Abandoned Masquerade, I’m Coming Through e Departure Bay. Nenhuma delas com grandes atrativos, execeto pela qualidade de arranjos e interpretação da pianista.
Elvis Costelo ainda mete o bedelho no novo disco de sua mulher em Almost Blues, uma boa canção que soa despretensiosa e dentro do estilo proposto no título. Diana Krall também reverenciou Joni Mitchell, em Black Crow e Bonnie Raitt, com Love Me Like a Man. É um disco musicalmente agradável, mas só. (R.L.)
The Girl in the Other Room – Diana Krall (Verve/Universal Music/2004). Produzido por Tommy LiPuma e Diana Krall. 12 faixas. Preço médio: R$ 30.