Odiretor indiano M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido e Sinais) deixa mais uma vez o suspense no ar. O novo trabalho, em cartaz nos cinemas da cidade, é o filme A Vila, que guarda como grande trunfo um final-surpresa. O longa-metragem se passa na zona rural da Pensilvânia e conta a história do vilarejo de Covington, que possui uma pequena população de apenas 60 pessoas, rodeada por uma floresta onde acredita-se haver critaturas míticas, às quais eles se referem como “aquelas-de-quem-não-falamos”. Os dirigentes da cidade possuem uma política de restrição bem forte: todos são proibidos de adentrar a floresta, ou seja, os habitantes da vila viveram toda a sua existência isolados do restante do mundo, já que ninguém do exterior pode entrar lá também. Há um monte de postos de vigia, que servem tanto para afugentar as criaturas quanto para garantir que ninguém tente fugir da vila. O local parece ser ideal para viver: tranqüilo, isolado e com os moradores vivendo em harmonia. O medo de ser a próxima vítima das criaturas faz com que nenhum habitante da vila se arrisque a entrar no bosque. Apesar dos constantes avisos de Edward Walker (William Hurt), o líder local, e de sua mãe (Sigourney Weaver), o jovem Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) tem um grande desejo de ultrapassar os limites da vida rumo ao desconhecido. Lucius é apaixonado por Ivy Walker (Bryce Dallas Howard), uma jovem cega que também atrai a atenção do desequilibrado Noah Percy (Adrien Brody). A monotonia do local é interrompida quando Lucius resolve ir à cidade, que fica além dos bosques “amaldiçoados”. Lucius é ferido e, então, Ivy encara o desafio de atravessar a mata e chegar às proibidas terras das cidades para salvá-lo. O desfecho da trama é absolutamente inesperado. O diretor e roteirista M. Night Shyamalan declarou que se inspirou em O Morro dos Ventos Uivantes, para criar a parte dramática de A Vila, e em King Kong, no sentido de ter uma comunidade com medo de criaturas predatórias.