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O melhor DJ do mundo

Arquivo Geral

17/02/2006 0h00

Fatboy Slim chega a Brasília. O inglês, ex-baixista de banda de rock (nos anos 80), não é muito fã do termo que lhe é conferido como “um dos melhores do mundo”. Nem mesmo lhe agrada a referência de “um dos mais ecléticos”, o que realmente ele é – o cara vai tocar até axé music em sua turnê brasileira, que viaja do rock ao house, passando por hip hop e música latina. “Vamos falar em melhor? Então, posso dizer com toda certeza que eu sou o melhor DJ Fatboy Slim do mundo”, brincou em entrevista ao Jornal de Brasília por telefone.

A questão levantada com Slim é motivo de dúvida para o espectador que, só no ano passado, teve oportunidade de ir a performances de três conceituados DJs mundialmente famosos. Não os três melhores, mas o melhor DJ do mundo foi anunciado em três ocasiões distintas com nomes diferentes. Isso mesmo: três feras internacionais das pickups passaram por Brasília em 2005, todos com o subtítulo de “o melhor do mundo”. A reportagem do Jornal de Brasília procurou responder a esta pergunta: qual é o melhor?

O primeiro foi o holandês Ferry Corsten, em abril, cujo título toma por base o prêmio de melhor DJ que ganhou no MTV Awards Europeu, em 2004. Em seguida, veio da Alemanha Paul Van Dyk, a grande atração internacional do Brasilia Music Festival Mix, em setembro, eleito pela revista inglesa DJ Magazine como o melhor. No mês seguinte, viria o que realmente é cotado como o melhor do mundo: Tiësto, DJ também holandês cujo o título sai da mesma revista que elegeu Van Dyk.

Porém, quando Tiësto chegou a Brasília, ele já não era o melhor do mundo, ao menos de acordo com a lista que circula pelas bancas inglesas na DJ Magazine. O posto no ano passado foi do alemão Paul Van Dyke. Esse sim, o melhor do mundo naquele momento. Tiësto fora considerado o melhor por três anos consecutivos, de 2002 a 2004, mas em 2005, o “cinturão” já não era dele e foi, mesmo assim, anunciado como tal pelas campanhas publicitárias.

Ainda se colocarmos mais uma fonte para apimentar a discussão, a DJ List coloca Tiësto à frente de Van Dyk. Só que neste ano. Na mesma lista virtual (www.thedjlist.com), Corsten, eleito o melhor pela MTV sobre os próprios adversários Tiësto e Van Dyk, aparece na sétima colocação. E, na DJ Magazine, seu nome está em quinto lugar. Apesar de tudo, o ranking não muda muito. Varia entre três principais nomes: Van Dyk, Tiësto e o também holandês Armin Van Buuren, terceiro colocado tanto pelo ranking da revista, como pela DJ List.

Slim, que ocupa a 34ª posição no ranking do site especializado, dá seu parecer. “É impossível falar que um DJ é o melhor do mundo. Ele pode ser o melhor naquele estilo. Não se pode eleger um melhor num panorama tão aberto como esse da música eletrônica”, sugere.

Do que foi dito, a questão é: o fã de eletrônica que passou por todos estes shows viu apenas um melhor do mundo. Este, chamado Paul Van Dyk, que tocou na madrugada do primeiro dia do BMF Mix (e que, ainda assim, não empolgou muito a platéia). Mas, estamos em 2006. E é hora de um novo (ou mesmo antigo) nome subir ao topo das listas.

serviço

Fatboy Slim – Apresentação do DJ inglês. Amanhã, a partir das 22h, no estacionamento do Estádio Mané Garricha. Ingressos para a pista a R$ 80 (inteira) e para camarote, R$ 110 (feminino) R$ 150 (masculino). Pontos de venda: Rio Sucos (209 Sul) e lojas Arrogance e Mormaii.

Fatboy Slim
Ferry Corsten
Paul Van Dyk

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